A tendinite é a inflamação de um tendão, estrutura fibrosa que liga os músculos aos ossos e permite os movimentos do corpo. Geralmente surge após esforços repetitivos, sobrecarga ou postura inadequada, provocando dor localizada, rigidez e dificuldade para movimentar a região afetada. Mais comum em ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos, costuma melhorar com repouso, fisioterapia e orientação profissional adequada, evitando que evolua para um quadro crônico de difícil recuperação.
O que é a tendinite?
A tendinite é uma resposta inflamatória do tendão a microlesões causadas por uso excessivo, esforço repetitivo ou trauma direto. Quando o tendão é solicitado além de sua capacidade de adaptação, surgem pequenas rupturas nas fibras de colágeno que compõem essa estrutura.
Essa inflamação provoca dor, sensibilidade e, em alguns casos, inchaço local. Embora possa afetar qualquer tendão do corpo, é mais frequente em regiões submetidas a movimentos repetitivos, como ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme o tendão afetado, mas seguem um padrão reconhecível. A dor costuma piorar com o movimento e melhorar com o repouso, embora em casos crônicos possa surgir até mesmo em repouso.
Além da dor, podem aparecer rigidez ao iniciar movimentos, sensibilidade ao toque, inchaço discreto, vermelhidão e diminuição da força muscular. Quando não tratada, a inflamação pode evoluir para tendinose, com degeneração do tendão e risco de ruptura, sendo importante reconhecer os sintomas da tendinite ainda nas fases iniciais.

Quais são as principais causas e fatores de risco?
A tendinite raramente tem origem em um único evento. Geralmente resulta do acúmulo de microlesões somado a fatores que sobrecarregam a estrutura tendínea. Os principais fatores de risco envolvem:
- Movimentos repetitivos no trabalho, como digitar ou usar ferramentas manuais
- Esportes de impacto como corrida, tênis, vôlei e musculação
- Postura inadequada e uso de mobiliário não ergonômico
- Idade acima de 40 anos, pelo desgaste natural dos tendões
- Sobrepeso e obesidade, que aumentam a carga sobre articulações
- Doenças associadas como diabetes, artrite reumatoide e gota
- Falta de alongamento e aquecimento antes da atividade física
- Calçados inadequados ou alterações no apoio dos pés
Identificar e corrigir esses fatores é essencial tanto para prevenir o surgimento quanto para evitar recidivas após o tratamento inicial.
O que um estudo científico revela sobre o tratamento da tendinite?
A fisioterapia ocupa lugar central no tratamento das tendinopatias, e os exercícios excêntricos vêm sendo amplamente estudados como uma das estratégias mais eficazes. Esse tipo de exercício envolve o alongamento controlado do músculo sob carga, estimulando a regeneração das fibras tendíneas.
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Eccentric exercise is more effective than other exercises in the treatment of mid-portion Achilles tendinopathy, publicada na revista BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation e indexada no PubMed, foram analisados oito ensaios clínicos randomizados que compararam o exercício excêntrico com outras formas de exercício no tratamento da tendinopatia do tendão de Aquiles. Os autores concluíram que o exercício excêntrico foi superior na melhora da dor e da função, reforçando seu papel como tratamento de primeira linha nessas lesões.

Como é feito o tratamento da tendinite?
O tratamento combina medidas para aliviar a inflamação aguda com estratégias para recuperar a função do tendão e prevenir recidivas. A abordagem deve ser personalizada conforme o tendão afetado, a intensidade dos sintomas e o nível de atividade do paciente. As principais opções terapêuticas incluem:
- Repouso relativo, evitando os movimentos que provocaram a lesão
- Aplicação de gelo por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia
- Anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco ou naproxeno
- Fisioterapia com exercícios excêntricos, ultrassom e eletroterapia
- Alongamento e fortalecimento muscular progressivo
- Infiltrações com corticoides ou plasma rico em plaquetas em casos selecionados
- Ondas de choque para tendinopatias crônicas
- Cirurgia, reservada para rupturas ou falha do tratamento conservador
Conhecer também alguns remédios caseiros para tendinite, como compressas de gelo e chás com ação anti-inflamatória, pode complementar o tratamento médico, sem substituir as orientações profissionais necessárias para a recuperação completa.
Se você apresenta dor persistente em uma articulação, dificuldade para realizar movimentos comuns ou piora dos sintomas após esforço, procure um ortopedista ou fisioterapeuta para avaliação detalhada e definição do tratamento mais adequado ao seu caso.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado.









