Depois dos 60 anos, tomar sol pode não ter o mesmo efeito de antes na produção de vitamina D. Isso acontece porque a pele envelhecida tende a ter menor capacidade de iniciar a formação dessa vitamina, o que pode aumentar o risco de níveis baixos mesmo em pessoas que se expõem ao sol com alguma frequência.
Por que a pele produz menos
A produção de vitamina D começa quando a radiação UVB age sobre uma substância presente na pele chamada 7-desidrocolesterol. Com o envelhecimento, essa substância pode diminuir, reduzindo a resposta da pele ao sol.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, idosos têm maior risco de deficiência porque a pele não sintetiza vitamina D com a mesma eficiência, e os rins também podem converter menos vitamina D para sua forma ativa.
O que um estudo científico mostrou
Essa relação entre idade e produção cutânea de vitamina D foi observada há décadas e continua sendo uma explicação importante para a deficiência em pessoas mais velhas, especialmente quando há pouca ingestão alimentar ou menor exposição ao ar livre.
Segundo o estudo Aging decreases the capacity of human skin to produce vitamin D3, publicado no Journal of Clinical Investigation, amostras de pele de pessoas mais velhas apresentaram menor concentração de provitamina D3 e menor capacidade de produzir vitamina D3 após exposição à radiação ultravioleta.

Sinais de vitamina D baixa
A deficiência pode ser silenciosa por muito tempo. Quando aparecem sintomas, eles costumam ser pouco específicos e podem ser confundidos com envelhecimento, sedentarismo ou cansaço comum.
- Fraqueza muscular, especialmente nas pernas.
- Dores nos ossos ou sensação de dor difusa no corpo.
- Maior risco de quedas ou dificuldade para se levantar.
- Cansaço persistente sem causa clara.
- Maior fragilidade óssea, principalmente quando há osteopenia ou osteoporose.
Sol, alimentação e exames
A exposição ao sol pode ajudar, mas não deve ser feita de forma intensa ou sem proteção, pois aumenta o risco de queimaduras, manchas e câncer de pele. Além disso, horário, estação do ano, cor da pele, roupas, protetor solar e local onde a pessoa vive influenciam a produção.
Por isso, em idosos, a melhor conduta costuma combinar avaliação médica, exame de sangue quando indicado, alimentação com fontes de vitamina D e suplementação apenas quando necessária. Veja também quais alimentos e doses podem estar relacionados à vitamina D.

Cuidados após os 60
Antes de tomar suplementos por conta própria, é importante avaliar doenças, remédios em uso e função renal. O excesso de vitamina D também pode fazer mal, principalmente quando usado em doses altas sem acompanhamento.
- Converse com um médico antes de iniciar suplementação.
- Não use megadoses sem exame e orientação.
- Inclua fontes alimentares, como peixes gordurosos, ovos e alimentos fortificados.
- Mantenha atividade física para proteger músculos e ossos.
- Investigue quedas, fraqueza ou dor óssea persistente.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









