O zumbido é a percepção de apito, chiado, pressão, som de cigarra ou batimento no ouvido sem uma fonte externa. Embora a cera acumulada possa causar esse sintoma, o zumbido constante também pode estar ligado a perda auditiva, exposição a ruídos, sono ruim, estresse, medicamentos e alterações da circulação.
Por que o zumbido aparece
O zumbido não é uma doença em si, mas um sinal de que algo pode estar afetando o ouvido ou as vias auditivas. Segundo a Mayo Clinic, causas comuns incluem perda auditiva relacionada à idade, lesão no ouvido, problemas circulatórios e exposição a sons altos.
Em muitos casos, o cérebro tenta compensar uma redução da audição e passa a perceber sons internos com mais intensidade. Por isso, a avaliação auditiva é importante mesmo quando a pessoa ainda acha que “escuta bem”.
Sinais que merecem avaliação
O zumbido passageiro após barulho alto pode melhorar sozinho. Já o zumbido constante, unilateral ou acompanhado de outros sintomas precisa ser investigado, principalmente quando interfere no sono ou na concentração.
- Zumbido em apenas um ouvido ou pior de um lado;
- Perda auditiva, sensação de ouvido tampado ou dificuldade para entender fala;
- Tontura, desequilíbrio ou pressão no ouvido;
- Zumbido pulsátil, no ritmo dos batimentos do coração;
- Dor, secreção, febre ou piora súbita da audição.
Também vale revisar o uso de medicamentos, exposição a fones altos, trabalho em ambiente ruidoso, bruxismo, ansiedade e problemas na articulação da mandíbula.

O que diz um estudo científico
Segundo o estudo observacional Association of Sleep Characteristics with Tinnitus and Hearing Loss, publicado no Ear and Hearing, características negativas do sono foram associadas ao zumbido, enquanto a relação com perda auditiva não explicou totalmente essa associação.
Os autores sugerem que o vínculo entre sono ruim e zumbido pode envolver processos centrais, ou seja, ligados ao cérebro e à percepção do som. Isso ajuda a entender por que noites mal dormidas podem aumentar o incômodo, mesmo quando a causa inicial está no ouvido.
Quando circulação entra na conta
Alterações circulatórias podem ser consideradas principalmente quando o zumbido é pulsátil, aparece como batida ou sopro, ou vem junto de pressão alta, dor de cabeça, tontura ou sintomas neurológicos. Nesses casos, o médico pode investigar vasos, pressão arterial e fatores cardiovasculares.
- Meça a pressão se houver dor de cabeça, tontura ou palpitações;
- Evite exposição a ruídos altos e use proteção auditiva;
- Reduza o volume dos fones e faça pausas;
- Observe se cafeína, álcool, estresse ou sono ruim pioram o sintoma;
- Não use gotas ou lavagens no ouvido sem avaliação.
Para entender outras causas e formas de aliviar, veja também este conteúdo sobre zumbido no ouvido.

Como investigar com segurança
A investigação pode incluir exame do ouvido, audiometria, avaliação do equilíbrio, revisão de medicamentos e exames de imagem quando há sinais de alerta. Quando o zumbido é pulsátil ou unilateral, a avaliação costuma ser mais detalhada.
Procure atendimento com prioridade se houver perda súbita de audição, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, tontura intensa, dor de cabeça forte ou zumbido pulsátil novo. Identificar a causa ajuda a tratar o problema de base e reduzir o impacto do zumbido na rotina.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









