A vitamina D é conhecida pelo papel na saúde dos ossos e músculos, mas também tem sido estudada em idosos com tontura recorrente e risco de quedas. Em pessoas com vertigem posicional benigna, especialmente quando há deficiência, avaliar seus níveis pode ajudar a orientar cuidados mais completos e reduzir novos episódios.
Por que tontura aumenta o risco de quedas
A tontura em idosos merece atenção porque pode comprometer equilíbrio, marcha e confiança para caminhar. Mesmo quando a causa é benigna, como a vertigem posicional, as crises podem surgir ao virar na cama, levantar ou inclinar a cabeça.
Esse padrão aumenta o risco de desequilíbrio em momentos simples da rotina, como ir ao banheiro à noite. Por isso, a investigação deve considerar ouvido interno, visão, pressão arterial, medicamentos, força muscular e estado nutricional.
O que a vitamina D pode ter a ver
A vitamina D participa do metabolismo do cálcio, importante para ossos, músculos e estruturas do ouvido interno. Quando está baixa, pode haver maior fragilidade muscular e pior resposta postural, fatores que favorecem quedas.
Em quem tem vertigem posicional benigna, alguns estudos sugerem relação entre deficiência de vitamina D e maior chance de recorrência. Ainda assim, suplementar sem exame e sem orientação não é indicado, pois doses excessivas podem causar efeitos adversos.

Estudo científico sobre vitamina D e vertigem
Segundo o estudo Falls and physical function in older patients with Benign Paroxysmal Positional Vertigo, publicado na Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, pesquisadores avaliaram idosos com vertigem posicional benigna recorrente e deficiência de vitamina D.
O estudo observou que a suplementação esteve associada à redução da recidiva de vertigem e de quedas em idosos acompanhados. Esse resultado reforça que, em pessoas com tontura repetida, pode ser útil medir a vitamina D como parte da investigação clínica.
Sinais de que é hora de investigar
A tontura ocasional pode acontecer por cansaço, desidratação ou mudança rápida de posição. Porém, a repetição das crises, principalmente em idosos, pede avaliação para evitar quedas e identificar causas tratáveis.
- Tontura ao virar na cama ou levantar a cabeça;
- Quedas, tropeços frequentes ou medo de cair;
- Fraqueza muscular, dor óssea ou histórico de fraturas;
- Uso de muitos medicamentos ou remédios para pressão;
- Recidiva de vertigem mesmo após manobras de tratamento.

Cuidados antes de suplementar
A suplementação deve ser individualizada e baseada em exames, histórico de saúde e risco de deficiência. Também é importante investigar outras causas de tontura, porque a vitamina D não trata todos os tipos de vertigem.
- Dosar 25-hidroxivitamina D quando houver indicação médica;
- Evitar megadoses sem acompanhamento;
- Avaliar cálcio, função renal e uso de outros suplementos;
- Tratar a vertigem posicional com manobras orientadas;
- Adaptar a casa para reduzir risco de quedas.
Veja também para que serve, quando medir e como repor vitamina D com segurança.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.









