A espinha interna, também conhecida como acne cística ou nodular, é uma lesão inflamatória profunda que se forma abaixo da superfície da pele, causando caroços dolorosos e avermelhados sem a formação de uma “cabeça” visível. Segundo a Cleveland Clinic, cerca de 20% das pessoas com acne desenvolvem formas graves como nódulos e cistos, que se originam quando os poros ficam obstruídos com células mortas, sebo e bactérias, causando infecção e inflamação nas camadas mais profundas da pele. Diferentemente das espinhas comuns, as espinhas internas não podem ser espremidas e requerem tratamento adequado para evitar cicatrizes permanentes.
O que é a espinha interna?
A espinha interna é um tipo de acne inflamatória grave que se desenvolve profundamente sob a pele, formando nódulos firmes e dolorosos que parecem caroços ou nós quando tocados. Segundo a Cleveland Clinic, essas lesões começam abaixo da superfície da pele e aparecem como protuberâncias vermelhas, geralmente sem apresentar ponto branco ou preto no centro, sendo frequentemente chamadas de “espinhas cegas”.
Existem dois tipos principais de espinhas internas: os nódulos, que são sólidos e firmes ao toque, e os cistos, que contêm pus e são ligeiramente mais macios. Ambos causam dor e inflamação significativas, podendo permanecer na pele por semanas ou até meses se não forem tratados adequadamente, aumentando consideravelmente o risco de formação de cicatrizes.

Por que a espinha interna aparece?
A espinha interna se forma através do mesmo processo que origina outras espinhas, mas com uma reação inflamatória muito mais intensa nas camadas profundas da pele. O processo inicia quando os poros ou folículos pilosos ficam obstruídos com excesso de sebo, células mortas e outros detritos, criando um ambiente propício para o crescimento de bactérias.
Quando a bactéria Cutibacterium acnes (anteriormente chamada Propionibacterium acnes), que vive naturalmente na pele, fica presa dentro do poro obstruído, ocorre uma infecção que desencadeia uma resposta imunológica intensa. O sistema imunológico tenta eliminar as células mortas, o sebo e os detritos inflamatórios, causando inchaço e inflamação profunda que resulta na formação dos nódulos característicos.
Principais fatores associados ao aparecimento
| Fator | Descrição |
|---|---|
| Alterações hormonais | Puberdade, ciclo menstrual, gravidez ou uso de contraceptivos que aumentam a produção de sebo. |
| Produção excessiva de oleosidade | Glândulas sebáceas hiperativas que geram mais sebo do que o necessário. |
| Histórico familiar | Predisposição genética para desenvolver acne grave. |
| Estresse | Aumento do cortisol que estimula a produção de sebo e piora a inflamação. |
| Produtos cosméticos comedogênicos | Maquiagens e cremes pesados que obstruem os poros. |
| Medicamentos | Uso de corticosteroides, testosterona ou lítio. |
Qual a diferença entre espinha interna e espinha comum?
A principal diferença entre espinha interna e espinha comum está na profundidade e na gravidade da inflamação. As espinhas comuns, como cravos e pústulas, se formam próximas à superfície da pele e geralmente apresentam uma “cabeça” branca ou preta visível, podendo ser tratadas com produtos de venda livre e desaparecendo em poucos dias.
Já as espinhas internas se desenvolvem nas camadas profundas da pele, formando nódulos firmes e dolorosos que não possuem abertura visível na superfície. Segundo a Cleveland Clinic, os nódulos são mais firmes e sólidos porque não contêm fluido, enquanto os cistos contêm pus e são ligeiramente mais macios ao toque, mas ambos são muito mais dolorosos que as espinhas superficiais e demoram semanas ou meses para desaparecer.

Como tirar a espinha interna de forma segura?
As espinhas internas não devem ser tratadas em casa com produtos de venda livre convencionais, pois requerem acompanhamento de um dermatologista para evitar cicatrizes permanentes. O tratamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos tópicos e orais prescritos por um profissional especializado.
Segundo a Cleveland Clinic, o tratamento pode levar três meses ou mais para apresentar resultados completos, sendo essencial seguir rigorosamente as orientações médicas. A abordagem terapêutica é individualizada conforme a gravidade do quadro e pode incluir diferentes modalidades de tratamento combinadas para maior eficácia.
Tratamentos médicos para espinha interna:
- Antibióticos orais: tetraciclina, doxiciclina ou minociclina para reduzir inflamação e combater bactérias
- Isotretinoína oral: medicamento derivado da vitamina A para casos graves de acne cística
- Anticoncepcionais orais: regulam hormônios em mulheres e reduzem a produção de sebo
- Espironolactona: bloqueia hormônios que estimulam a produção excessiva de oleosidade
- Retinoides tópicos prescritos: aceleram a renovação celular e desobstruem os poros profundos
- Injeções de corticosteroides: aplicadas diretamente no nódulo para reduzir inflamação rapidamente
- Ácido salicílico e peróxido de benzoíla: produtos tópicos prescritos em concentrações adequadas
O que não fazer com a espinha interna?
Nunca tente espremer, cutucar ou extrair uma espinha interna, pois ela está localizada muito profundamente sob a pele e qualquer tentativa de manipulação causará mais inflamação, dor intensa e aumentará significativamente o risco de cicatrizes permanentes. Segundo a WebMD, diferentemente das espinhas superficiais que às vezes podem ser extraídas, as espinhas internas não têm abertura na superfície e pressionar a área apenas empurra a infecção para tecidos adjacentes, agravando o problema.
Também é importante evitar o uso de produtos abrasivos ou esfoliações agressivas na área afetada, pois isso irrita ainda mais a pele já inflamada. Se você apresenta espinhas internas recorrentes ou dolorosas, procure um dermatologista o mais rápido possível para iniciar o tratamento adequado e minimizar o risco de cicatrizes, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores serão os resultados e menor a chance de danos permanentes à pele.









