Feridas que demoram a cicatrizar nem sempre são apenas resultado de idade, diabetes ou má circulação. A falta de zinco também pode entrar nessa conta, porque esse mineral participa da regeneração da pele, da resposta imune e até da percepção de sabor e cheiro.
Por que o zinco ajuda na cicatrização
O zinco é necessário para a divisão celular, produção de proteínas e reparo dos tecidos. Quando seus níveis estão baixos, a pele pode ter mais dificuldade para fechar pequenos cortes, rachaduras, aftas ou lesões que deveriam melhorar em poucos dias.
Segundo o NIH Office of Dietary Supplements, a deficiência de zinco pode afetar pele, ossos, sistema digestivo, sistema nervoso e imunidade. Em idosos, também pode causar atraso na cicatrização e alterações cognitivas.
Sinais de falta de zinco
A deficiência pode ser discreta no início e se confundir com outros problemas de saúde. Por isso, o conjunto dos sinais costuma ser mais importante do que um sintoma isolado.
- Feridas que demoram a fechar ou inflamam com facilidade;
- Perda ou alteração do paladar e do olfato;
- Infecções frequentes ou recuperação lenta;
- Queda de cabelo, unhas frágeis ou pele irritada;
- Diarreia, perda de apetite ou dificuldade de ganho de peso;
- Cansaço persistente sem causa clara.

O que diz um estudo científico
Segundo a revisão científica Zinc in Wound Healing Modulation, publicada no periódico Nutrients, o zinco participa de várias etapas da cicatrização, incluindo reparo da membrana celular, controle da inflamação, multiplicação de células e defesa contra microrganismos.
A revisão destaca que a deficiência de zinco está associada a lesões de pele, função imune prejudicada e cicatrização comprometida. Isso não significa que todo ferimento precise de suplemento, mas reforça que o nutriente deve ser investigado quando há atraso persistente na recuperação da pele.
Quem tem maior risco
Alguns grupos podem ter menor ingestão, menor absorção ou maior perda de zinco. Nesses casos, feridas de repetição, alterações no paladar e infecções frequentes merecem avaliação.
- Pessoas com doença de Crohn, retocolite ulcerativa ou doença celíaca;
- Quem fez cirurgia bariátrica ou tem diarreia crônica;
- Vegetarianos e veganos, pela menor absorção do zinco vegetal;
- Idosos com baixa ingestão de alimentos ricos em proteína;
- Pessoas com uso excessivo de álcool;
- Gestantes, lactantes e crianças em fase de crescimento.

Como cuidar sem exagerar
O zinco pode ser obtido por alimentos como carnes, frutos do mar, ovos, leite, castanhas, sementes, feijões e grãos integrais. Para quem segue dieta vegetariana, deixar leguminosas e sementes de molho antes do preparo pode ajudar a melhorar a absorção.
A suplementação deve ser orientada por um profissional, porque doses altas por semanas podem causar náusea, reduzir cobre no organismo e até prejudicar a imunidade. Veja também fontes, benefícios e cuidados com o zinco.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









