A falta de vitamina D costuma ser associada à pouca exposição solar, mas esse não é o único motivo. Problemas que inflamam o intestino ou prejudicam a absorção de gorduras também podem reduzir os níveis desse nutriente, já que a vitamina D depende de boa absorção intestinal para ser aproveitada pelo organismo.
Por que a vitamina D pode baixar
A vitamina D é produzida na pele com a exposição ao sol e também pode ser obtida em menor quantidade por alimentos e suplementos. Depois disso, precisa passar por etapas de ativação no fígado e nos rins.
Além de pouco sol, fatores como idade, pele mais escura, obesidade, uso de alguns medicamentos, doença hepática, doença renal e má absorção intestinal podem contribuir para níveis baixos.
Quando o intestino entra na conta
Doenças que inflamam ou lesionam o intestino podem dificultar a absorção de nutrientes, incluindo vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K. Por isso, sintomas digestivos persistentes merecem atenção.
- Diarreia crônica ou fezes gordurosas;
- Perda de peso sem explicação;
- Dor abdominal, gases e distensão frequente;
- Doença celíaca, Crohn, retocolite ou pancreatite;
- Cirurgias bariátricas ou intestinais prévias.

Estudo científico sobre vitamina D e inflamação intestinal
Segundo a revisão Vitamin D and Inflammatory Bowel Disease: From Pathogenesis to Treatment, publicada em 2023 e indexada no PubMed, a deficiência de vitamina D é comum em pessoas com doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
A revisão explica que a relação pode envolver menor absorção intestinal, redução da ingestão alimentar, menor exposição ao sol, inflamação persistente e alterações no metabolismo da vitamina D. Isso mostra que suplementar sem investigar a causa pode não resolver o problema em todos os casos.
Sinais que podem sugerir deficiência
A falta de vitamina D pode ser silenciosa, mas alguns sintomas podem aparecer quando os níveis estão baixos por mais tempo. Eles são inespecíficos e precisam ser avaliados junto com exames.
- Cansaço, fraqueza ou indisposição frequente;
- Dor nos ossos ou sensibilidade muscular;
- Maior risco de quedas em idosos;
- Baixa massa óssea, osteopenia ou osteoporose;
- Deficiência que não melhora mesmo com suplementação habitual.

Como investigar e corrigir com segurança
A dosagem de 25-hidroxivitamina D no sangue ajuda a avaliar os níveis do nutriente. Quando a deficiência é recorrente ou difícil de corrigir, o médico pode investigar doenças intestinais, fígado, rins, uso de medicamentos e necessidade de ajustar dose ou forma de suplementação.
Evite tomar doses altas por conta própria, porque o excesso pode causar aumento de cálcio no sangue e problemas renais. Para entender melhor funções, fontes e suplementação, veja este conteúdo sobre vitamina D.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista, que deve ser consultado para diagnóstico e tratamento adequados.









