O uso de multivitamínicos se tornou um hábito comum entre adultos que buscam mais energia e proteção contra doenças, mas grandes estudos recentes mostram que essa suplementação traz pouco ou nenhum benefício para pessoas saudáveis e com boa alimentação. A ciência aponta que, fora de situações específicas de deficiência, tomar polivitamínicos diariamente não reduz o risco de câncer, doenças cardiovasculares ou mortalidade. Entenda o que dizem as pesquisas, quando a suplementação é realmente necessária e quais são os riscos do uso indiscriminado.
O que mostram os estudos sobre multivitamínicos?
Pesquisas amplas, com dezenas de milhares de participantes, têm avaliado se o consumo regular de multivitamínicos previne doenças crônicas em adultos saudáveis. Os resultados, de modo geral, indicam que o impacto é pequeno ou inexistente nessa população.
Isso não significa que vitaminas e minerais não sejam importantes, mas que, quando a alimentação já é equilibrada, o suplemento adicional pouco acrescenta. O foco da prevenção deve continuar sendo a dieta variada e os hábitos saudáveis.
Quem realmente precisa suplementar?
Existem situações em que a suplementação é indicada e traz benefícios claros à saúde. Nesses casos, a decisão deve ser baseada em exames laboratoriais e avaliação clínica individual, nunca em automedicação.
Os grupos que costumam se beneficiar incluem:

Conhecer a função de cada nutriente ajuda a entender por que algumas vitaminas precisam de reposição em situações específicas.
Por que o uso indiscriminado pode ser arriscado?
Tomar suplementos sem orientação pode causar excesso de certos nutrientes, sobrecarregar o fígado e os rins e até aumentar o risco de algumas doenças. Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, se acumulam no organismo e podem chegar a níveis tóxicos.
Além disso, alguns suplementos interagem com medicamentos, reduzindo a eficácia ou potencializando efeitos colaterais. Por isso, a recomendação atual é evitar o uso rotineiro sem indicação médica ou nutricional.
O que diz a revisão científica mais recente?
Entidades internacionais analisam periodicamente as evidências sobre suplementação na prevenção de doenças. As conclusões orientam médicos e nutricionistas sobre quando indicar ou não esses produtos para a população geral.
Segundo a recomendação Vitamin Mineral and Multivitamin Supplements for the Primary Prevention of Cardiovascular Disease and Cancer, publicada na revista Annals of Internal Medicine pela U.S. Preventive Services Task Force, as evidências atuais são insuficientes para recomendar o uso de multivitamínicos com o objetivo de prevenir doenças cardiovasculares ou câncer em adultos saudáveis sem deficiências nutricionais conhecidas. O documento reforça a importância de individualizar a decisão clínica.

Como manter a saúde sem depender de suplementos?
A base de uma boa saúde continua sendo a alimentação equilibrada, com presença diária de frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas e fontes adequadas de proteínas. Esses alimentos fornecem nutrientes em sinergia, algo que o suplemento não consegue replicar com a mesma eficácia.
Manter atividade física regular, sono de qualidade, hidratação adequada e controle do estresse complementa esse cuidado. Conhecer uma alimentação saudável de forma prática ajuda a obter naturalmente os nutrientes que o corpo precisa, sem riscos de excesso. Em caso de dúvidas sobre carências específicas, o ideal é realizar exames e procurar orientação profissional.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um médico ou nutricionista. Procure sempre orientação profissional antes de iniciar qualquer suplementação.









