A pressão arterial é considerada normal quando o valor está em torno de 120/80 mmHg — ou seja, 12 por 8. O primeiro número representa a pressão sistólica, que é a força exercida quando o coração bombeia o sangue, e o segundo é a pressão diastólica, medida quando o coração relaxa entre uma batida e outra. Conhecer esses números é fundamental para prevenir problemas graves como infarto e acidente vascular cerebral, já que a hipertensão costuma não apresentar sintomas visíveis.
Como a pressão arterial é classificada em adultos?
A classificação da pressão arterial ajuda médicos e pacientes a entenderem o nível de risco cardiovascular. Segundo as principais sociedades de cardiologia, os valores são divididos nas seguintes categorias:
NORMAL
Sistólica abaixo de 120 mmHg e diastólica abaixo de 80 mmHg.
NORMAL-ALTA
Sistólica entre 120–139 mmHg ou diastólica entre 70–89 mmHg. Exige atenção.
HIPERTENSÃO GRAU 1
Sistólica entre 140–159 mmHg ou diastólica entre 90–99 mmHg.
HIPERTENSÃO GRAU 2 E 3
Grau 2: 160–179 / 100–109 mmHg
Grau 3: ≥ 180 / ≥ 110 mmHg (grave).
Diretriz europeia de 2024 confirma a importância de manter a pressão abaixo de 120/70 mmHg
A preocupação com os valores de pressão arterial ganhou ainda mais respaldo científico nos últimos anos. Segundo a diretriz clínica “2024 ESC Guidelines for the management of elevated blood pressure and hypertension”, publicada no European Heart Journal pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), apenas valores abaixo de 120/70 mmHg são considerados “não elevados”. A diretriz introduziu uma nova categoria chamada “pressão elevada” para valores entre 120-139/70-89 mmHg, reforçando que o risco cardiovascular já aumenta dentro dessa faixa. A recomendação é que pacientes em tratamento busquem manter a pressão sistólica entre 120 e 129 mmHg.
Fatores que podem alterar os valores da pressão
Diversos fatores do dia a dia influenciam diretamente os níveis de pressão arterial. Entre os mais comuns estão:
- Consumo excessivo de sal — favorece a retenção de líquidos e sobrecarrega os vasos sanguíneos.
- Sedentarismo — a falta de atividade física enfraquece o sistema cardiovascular ao longo do tempo.
- Estresse e má qualidade do sono — mantêm o organismo em estado de alerta, elevando a pressão de forma crônica.
- Histórico familiar — ter pais ou irmãos hipertensos aumenta a predisposição genética para a doença.
- Obesidade e tabagismo — ambos contribuem para o enrijecimento das artérias e o aumento da pressão.

Como medir a pressão de forma correta em casa?
A medição da pressão em casa pode ser uma aliada importante no acompanhamento da saúde cardiovascular. O ideal é utilizar um aparelho digital de braço validado, estar sentado e em repouso por pelo menos cinco minutos antes da aferição. Os pés devem estar apoiados no chão, as costas encostadas na cadeira e o braço na altura do coração.
Recomenda-se fazer duas medições consecutivas, com intervalo de um a dois minutos entre elas, e considerar a média dos valores. Evite medir após exercícios físicos, consumo de café ou cigarro, pois essas situações podem alterar temporariamente os resultados.
Quando a pressão arterial merece atenção médica?
Valores persistentemente acima de 140/90 mmHg já caracterizam hipertensão e exigem acompanhamento profissional. Porém, mesmo a pressão na faixa considerada elevada, entre 120 e 139 mmHg de sistólica, pode representar risco para pessoas com diabetes, doença renal ou histórico de problemas cardíacos. A Organização Mundial da Saúde alerta que a hipertensão é silenciosa e que muitas pessoas convivem com ela sem saber.
Por isso, medir a pressão regularmente e consultar um médico cardiologista ou clínico geral é essencial para identificar alterações precocemente e receber a orientação adequada para cada caso.









