A queda nos casos de dengue pode dar a falsa impressão de segurança, mas o risco não desaparece. Mesmo em períodos de menor circulação, reconhecer os sinais dengue de alarme é essencial para buscar atendimento rápido e evitar complicações.
Por que a queda não elimina o risco
A dengue pode evoluir de forma imprevisível, especialmente entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas, quando a febre começa a baixar e a pessoa pode achar que está melhorando.
Segundo o Ministério da Saúde, sinais como dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar, sangramentos, cansaço e irritabilidade podem indicar risco de dengue grave.
Sintomas de alarme da dengue
Os sinais de alarme não devem ser observados isoladamente. Eles preocupam mais quando aparecem em uma pessoa com febre recente, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou suspeita de picada do mosquito.
- Dor abdominal intensa ou contínua;
- Vômitos persistentes ou dificuldade para beber líquidos;
- Tontura, desmaio ou sensação de fraqueza extrema;
- Sangramento no nariz, gengiva, vômito, urina ou fezes;
- Sonolência, irritabilidade, falta de ar ou piora rápida do estado geral.

O que diz um estudo científico
Uma revisão sistemática com meta-análise ajuda a explicar por que esses sinais merecem atenção. Segundo o estudo Clinical predictors of severe dengue: a systematic review and meta-analysis, publicado na revista Infectious Diseases of Poverty, dor abdominal, vômitos, letargia, sangramentos e alterações laboratoriais foram associados a maior risco de dengue grave.
Esse achado reforça que o atendimento não deve esperar a piora intensa. Na dengue, a avaliação precoce permite acompanhar hidratação, pressão, plaquetas e sinais de extravasamento de líquidos.
Quem precisa redobrar o cuidado
Alguns grupos têm maior chance de complicações e devem procurar orientação médica com mais facilidade, mesmo quando os sintomas parecem moderados no início.
- Crianças pequenas e idosos;
- Gestantes;
- Pessoas com diabetes, doença renal, doença cardíaca ou hipertensão;
- Pessoas imunossuprimidas;
- Quem já teve dengue anteriormente.

O que fazer diante dos sinais
Ao notar sinais de alarme, a orientação é procurar uma unidade de saúde ou pronto atendimento. Não é recomendado usar anti-inflamatórios, ácido acetilsalicílico ou medicamentos por conta própria, pois alguns podem aumentar o risco de sangramento.
Enquanto busca atendimento, tente manter hidratação em pequenos goles, observe a urina e informe ao profissional quando a febre começou, quais remédios foram usados e se houve piora após a febre baixar. Veja também quais são os principais sintomas da dengue.
A dengue em queda não significa ausência de perigo. Dor abdominal forte, vômitos repetidos, sangramentos, sonolência ou falta de ar exigem avaliação rápida. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









