A suzetrigina é um novo analgésico sem opioide aprovado para dor aguda moderada a intensa em adultos. O interesse vem do seu mecanismo de ação: em vez de agir no cérebro como os opioides, ela atua em canais de sódio ligados à condução da dor no sistema nervoso periférico, antes que o sinal doloroso chegue ao cérebro.
Como a suzetrigina age na dor
A dor começa quando nervos periféricos enviam sinais elétricos ao sistema nervoso central. A suzetrigina bloqueia seletivamente o canal NaV1.8, presente em neurônios envolvidos na sensação dolorosa, reduzindo essa transmissão.
Segundo a FDA, o medicamento, vendido nos Estados Unidos como Journavx, foi aprovado para tratar dor aguda moderada a intensa em adultos e representa a primeira aprovação dessa nova classe de analgésicos.
Para quais situações ele foi aprovado
A aprovação se refere à dor aguda, ou seja, uma dor de início recente e duração limitada. Isso é diferente de dores crônicas, que podem envolver mecanismos mais complexos e exigem outra abordagem médica.
- Dor aguda moderada a intensa em adultos;
- Dor após procedimentos cirúrgicos, conforme os estudos avaliados;
- Uso por curto período, de acordo com prescrição médica;
- Casos em que se busca alternativa sem opioide;
- Situações em que o médico avalia benefício, risco e interações.

O que diz um estudo científico sobre a suzetrigina
O interesse pelo medicamento aumentou após estudos de fase 3 em modelos de dor pós-operatória. Segundo os ensaios clínicos randomizados Suzetrigine, a Nonopioid NaV1.8 Inhibitor for Treatment of Moderate-to-Severe Acute Pain, publicados na revista Anesthesiology, a suzetrigina reduziu a dor aguda moderada a intensa ao longo de 48 horas após abdominoplastia ou cirurgia de joanete, em comparação ao placebo.
Esse achado é relevante porque mostra uma via diferente para controlar a dor, sem ativar receptores opioides. Ainda assim, os dados não significam que o medicamento funcione para todos os tipos de dor ou que possa ser usado sem avaliação.
Por que não é um remédio para todo mundo
Mesmo sendo sem opioide, a suzetrigina continua sendo um medicamento de prescrição. Ela pode causar efeitos adversos e interagir com outros remédios, por isso deve ser usada apenas com orientação profissional.
- Não é indicada para automedicação ou uso preventivo;
- Não deve ser misturada a remédios sem checar interações medicamentosas;
- Pode exigir cuidado em pessoas com doença hepática;
- Deve ser avaliada em gestantes, lactantes e pessoas com doenças crônicas;
- Não substitui investigação da causa da dor.

O que muda no tratamento da dor
A suzetrigina pode ampliar as opções para dor aguda e ajudar a reduzir a dependência de opioides em alguns cenários. Isso não elimina a necessidade de analgésicos já conhecidos, fisioterapia, repouso, gelo, tratamento da causa e acompanhamento médico.
Quem tem dor intensa, dor que piora, febre, falta de ar, trauma, perda de força ou dor no peito deve procurar atendimento. Para entender melhor as opções usadas no controle da dor, veja também o conteúdo sobre analgésicos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou profissional de saúde.









