O Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo para rastrear o câncer colorretal no SUS usando o Teste Imunoquímico Fecal, conhecido como FIT. A proposta é identificar sinais da doença em pessoas sem sintomas, especialmente entre 50 e 75 anos, antes que o tumor avance e o tratamento fique mais difícil.
O que é o Teste Imunoquímico Fecal
O FIT é um exame de fezes que procura pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu. Esse sangue pode aparecer por pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Segundo o Ministério da Saúde, o exame deve se tornar referência no rastreamento de homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, com início previsto a partir do segundo semestre de 2026.
Como o teste ajuda antes dos sintomas
O câncer de intestino pode crescer silenciosamente por um período, sem dor, sangramento visível ou alteração intestinal marcante. Por isso, rastrear pessoas aparentemente saudáveis é uma forma de encontrar alterações mais cedo.
- Detecta sangue oculto nas fezes.
- Pode indicar pólipos ou lesões suspeitas.
- Ajuda a definir quem precisa de colonoscopia.
- É simples, rápido e não exige preparo alimentar complexo.

O que acontece se o FIT der positivo
Um resultado positivo não confirma câncer. Ele indica que há sangue nas fezes e que a pessoa deve ser encaminhada para investigação, geralmente com colonoscopia, exame que permite visualizar o intestino e retirar pólipos quando necessário.
Já um resultado negativo reduz a chance de alterações importantes naquele momento, mas não substitui o acompanhamento indicado pelo serviço de saúde. Sintomas como sangue nas fezes, perda de peso sem explicação ou mudança persistente do hábito intestinal devem ser avaliados, como explicado neste conteúdo sobre câncer de intestino.
O que diz um estudo científico
A adoção do FIT tem base em evidências sobre rastreamento populacional. Segundo o ensaio clínico Effect of invitation to colonoscopy versus faecal immunochemical test, publicado na The Lancet, a estratégia com teste imunoquímico fecal a cada dois anos foi não inferior ao convite para colonoscopia quanto à mortalidade por câncer colorretal em 10 anos.
Esse resultado ajuda a explicar o interesse do SUS no exame. Em saúde pública, um teste mais simples e aceito pela população pode ampliar o rastreamento e fazer mais pessoas chegarem à colonoscopia no momento certo.

Quem deve ficar mais atento
O novo protocolo mira principalmente adultos entre 50 e 75 anos sem sintomas, mas algumas pessoas podem precisar de avaliação individual antes disso. Histórico familiar e doenças intestinais inflamatórias podem mudar a recomendação.
- Pessoas com parente próximo que teve câncer colorretal.
- Quem tem doença de Crohn ou retocolite ulcerativa.
- Pessoas com sangue nas fezes, anemia sem causa clara ou emagrecimento inexplicado.
- Quem apresenta alteração intestinal persistente, como diarreia ou prisão de ventre novas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde.









