O xantelasma é uma placa amarelada que aparece nas pálpebras, geralmente perto do canto interno dos olhos. Embora seja benigno e não prejudique a visão na maioria dos casos, pode ser um sinal de que há alteração no metabolismo das gorduras, incluindo colesterol alto, triglicerídeos elevados ou dificuldade do organismo em processar lipídios de forma adequada.
O que é xantelasma
O xantelasma é formado pelo acúmulo de gordura em células da pele das pálpebras. Ele costuma ter aparência amarelada, macia e bem delimitada, podendo surgir em uma ou nas duas pálpebras.
A American Academy of Ophthalmology explica que o xantelasma pode estar associado a níveis elevados de colesterol ou triglicerídeos, embora também possa ocorrer em pessoas com exames normais.
Como o fígado participa desse processo
O fígado é o principal órgão responsável por produzir, transformar e eliminar gorduras do sangue. Quando esse equilíbrio falha, pode haver aumento de LDL, triglicerídeos ou outras partículas lipídicas, favorecendo depósitos em tecidos como a pele.
- Colesterol LDL alto, conhecido como colesterol “ruim”;
- Triglicerídeos elevados, comuns em resistência à insulina e excesso de açúcar;
- Gordura no fígado, que pode alterar o metabolismo lipídico;
- Doenças biliares, que dificultam a eliminação de colesterol;
- Histórico familiar de colesterol alto ou doença cardiovascular precoce.

O que diz um estudo científico
O xantelasma chama atenção porque pode ser mais do que uma alteração estética. Mesmo quando não há sintomas, ele pode funcionar como pista visível de risco cardiometabólico, especialmente em pessoas com outros fatores como pressão alta, diabetes, tabagismo ou obesidade abdominal.
Segundo o estudo prospectivo Xanthelasmata, arcus corneae, and ischaemic vascular disease and death in general population, publicado no BMJ, a presença de xantelasma foi associada a maior risco de infarto, doença cardíaca isquêmica e morte na população geral, independentemente de alguns fatores de risco tradicionais.
Quando investigar o colesterol
Ao notar placas amareladas nas pálpebras, o ideal é avaliar o perfil metabólico. Isso ajuda a identificar alterações silenciosas antes que evoluam para problemas cardiovasculares ou hepáticos.
- Colesterol total, LDL e HDL, para avaliar risco cardiovascular;
- Triglicerídeos, que refletem parte do metabolismo das gorduras;
- Glicose e hemoglobina glicada, para investigar resistência à insulina;
- Enzimas hepáticas, quando há suspeita de fígado gorduroso;
- Histórico familiar, especialmente de infarto ou AVC precoce.
Para entender melhor causas e cuidados, veja também este conteúdo sobre xantelasma.

O que fazer ao perceber a alteração
O xantelasma pode ser removido por procedimentos dermatológicos ou oftalmológicos, mas retirar a placa não corrige a causa metabólica. Por isso, alimentação, atividade física, controle do peso, redução de ultraprocessados e tratamento do colesterol, quando indicado, continuam sendo importantes.
Procure avaliação médica se a placa cresce rápido, surge junto com dor, inflamação, alteração visual ou histórico de colesterol alto na família. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









