O ferro é um mineral essencial para o transporte de oxigênio no sangue, a produção de energia celular e o bom funcionamento do sistema imunológico. Sua deficiência está entre as carências nutricionais mais comuns no mundo e pode causar anemia, fadiga e queda na imunidade. Entre as formas disponíveis para suplementação, o ferro bisglicinato se destaca por oferecer alta absorção com menos efeitos colaterais gastrointestinais.
Para que serve o ferro no organismo?
O ferro é fundamental para a formação da hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio dos pulmões para todos os tecidos. Também participa da produção de mioglobina, enzimas e neurotransmissores.
Sua deficiência pode levar à anemia ferropriva, condição marcada por cansaço extremo, palidez, falta de ar e queda de cabelo. Por isso, manter níveis adequados é essencial em todas as fases da vida, especialmente durante a gestação.
Quais são as principais propriedades do ferro?
O ferro exerce funções vitais que vão além do transporte de oxigênio, atuando em diversos processos metabólicos. Antes de listar suas principais propriedades, vale destacar que ele é cofator de várias enzimas envolvidas na produção de energia celular.

Por que o ferro bisglicinato é mais absorvido e tolerado?
O ferro bisglicinato é uma forma quelada em que o mineral está ligado a duas moléculas do aminoácido glicina. Essa estrutura protege o ferro da interação com fitatos, taninos e outros componentes alimentares que normalmente prejudicam sua absorção.
Diferente do sulfato ferroso, o bisglicinato é absorvido por vias específicas de aminoácidos, o que reduz a irritação da mucosa gástrica e diminui efeitos como náusea, constipação e escurecimento das fezes. Por isso, é uma das formas preferidas em casos de anemia por deficiência de ferro em pacientes sensíveis.
O que diz a ciência sobre os efeitos do sulfato ferroso?
A intolerância gastrointestinal ao sulfato ferroso é um dos principais motivos de abandono do tratamento de reposição de ferro. Segundo a revisão sistemática e meta-análise Ferrous Sulfate Supplementation Causes Significant Gastrointestinal Side-Effects in Adults, publicada na revista PLoS One e indexada no PubMed Central, a suplementação com sulfato ferroso aumenta significativamente o risco de efeitos adversos gastrointestinais em comparação com placebo.
O estudo analisou 43 ensaios clínicos com mais de 6 mil participantes adultos e demonstrou que sintomas como náusea, dor abdominal e constipação são mais frequentes com formas inorgânicas, reforçando a relevância de alternativas melhor toleradas como o bisglicinato.

Como suprir a necessidade diária de ferro?
A recomendação diária de ferro varia de 8 mg para homens adultos a 18 mg para mulheres em idade fértil, podendo chegar a 27 mg em gestantes. A alimentação equilibrada é a primeira estratégia para manter níveis adequados, mas a suplementação pode ser necessária em casos de deficiência diagnosticada.
Os principais alimentos que fornecem ferro de forma natural devem ser combinados com fontes de vitamina C para potencializar a absorção:
- Carne vermelha magra: a melhor fonte de ferro heme, de alta absorção;
- Fígado bovino: alimento mais concentrado em ferro biodisponível;
- Frango e peixes: fontes animais com boa absorção intestinal;
- Feijão e lentilha: opções vegetais ricas em ferro não heme;
- Espinafre e couve: vegetais verde-escuros com boa quantidade do mineral;
- Sementes de abóbora: fonte vegetal prática para incluir em saladas e iogurtes.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer suplementação.









