O ginkgo biloba é uma erva medicinal com compostos vasoativos estudados, capaz de melhorar a memória e a circulação cerebral em adultos mais velhos. Seus flavonoides e terpenoides atuam inibindo o fator de agregação plaquetária e promovendo vasodilatação documentada, o que aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro e auxilia no desempenho cognitivo, especialmente em casos de declínio leve associado à insuficiência circulatória cerebral.
Como o ginkgo biloba age no cérebro?
Os flavonoides do ginkgo biloba têm ação antioxidante e protegem os neurônios contra os danos causados pelos radicais livres. Já os terpenoides, em especial os ginkgolídeos, inibem a agregação plaquetária e melhoram a fluidez sanguínea nos pequenos vasos cerebrais.
Esse duplo mecanismo aumenta a oferta de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral, favorecendo a função das áreas responsáveis pela memória, atenção e raciocínio. O efeito é especialmente relevante em adultos com mais de 60 anos, faixa etária com maior risco de redução do fluxo cerebral.
Quais são os principais benefícios cognitivos da erva?
O uso regular do ginkgo biloba está associado a melhoras em diferentes funções cognitivas e na qualidade de vida de idosos com queixas de memória. Conhecer esses benefícios ajuda a entender por que a planta é uma das mais estudadas na fitoterapia.

O ginkgo biloba é um dos fitoterápicos mais investigados no mundo e está incluído em diversos protocolos de uso em plantas medicinais reconhecidos por agências regulatórias.
O que dizem os estudos científicos sobre o ginkgo biloba?
A eficácia do ginkgo biloba na função cognitiva foi avaliada em revisões sistemáticas de alta qualidade. Segundo a revisão Ginkgo biloba for cognitive impairment and dementia, publicada na biblioteca Cochrane Database of Systematic Reviews, o uso do extrato padronizado EGb 761 mostrou benefícios consistentes em pacientes com declínio cognitivo leve e demência vascular, especialmente em doses de 240 mg por dia.
A revisão analisou ensaios clínicos com idosos e concluiu que o ginkgo biloba apresenta perfil de segurança favorável e melhora mensurável em testes neuropsicológicos. Esses achados reforçam o potencial da erva como estratégia complementar para preservar a saúde cerebral na terceira idade.

Como usar o ginkgo biloba com segurança?
O ginkgo biloba é encontrado em diferentes formas farmacêuticas, sendo o extrato padronizado a apresentação mais estudada. A escolha da forma e da dosagem deve seguir orientação profissional para garantir eficácia e segurança.
- Cápsulas: dose habitual de 120 a 240 mg por dia, divididas em duas tomadas.
- Extrato padronizado EGb 761: apresentação com concentração definida de flavonoides e terpenoides.
- Chá das folhas secas: menos potente, indicado para uso leve e ocasional.
- Duração do uso: os efeitos sobre a memória costumam aparecer após 8 a 12 semanas de uso contínuo.
O ginkgo biloba pode ser combinado a outras estratégias para melhorar a memória, como exercícios cognitivos, sono adequado e alimentação equilibrada.
Quem deve evitar o uso do ginkgo biloba?
Apesar de ser uma erva natural, o ginkgo biloba apresenta contraindicações importantes que precisam ser observadas. Pessoas que usam anticoagulantes, antiagregantes plaquetários ou anti-inflamatórios devem evitar o consumo, pelo risco aumentado de sangramento.
Gestantes, lactantes, pacientes com epilepsia e pessoas que vão passar por cirurgia também devem suspender o uso, idealmente com 15 dias de antecedência. A avaliação médica antes de iniciar o ginkgo é essencial, especialmente em idosos polimedicados, para evitar interações e efeitos adversos.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas ou sintomas, consulte um médico.









