As verrugas do pescoço, conhecidas cientificamente como acrocordons ou fibromas moles, são pequenos crescimentos benignos de pele extremamente comuns que afetam aproximadamente cinquenta a sessenta por cento dos adultos ao longo da vida. Embora não representem riscos à saúde, podem ser removidas com segurança através de procedimentos médicos simples como excisão com tesoura cirúrgica, criocirurgia, eletrocauterização ou ligadura, sendo fundamental que a remoção seja realizada por dermatologista qualificado para minimizar cicatrizes, prevenir complicações e garantir diagnóstico correto, especialmente em lesões do pescoço que são áreas visíveis e cosmeticamente importantes.
O que são as verrugas do pescoço e por que aparecem?
Os acrocordons são crescimentos cutâneos benignos compostos por pele redundante que se projeta em forma de pequena protuberância pedunculada, geralmente da mesma cor da pele ou ligeiramente mais escura. Essas lesões medem tipicamente entre um e cinco milímetros, embora possam crescer até um ou dois centímetros, e surgem preferencialmente em áreas de dobras cutâneas como pescoço, axilas, pálpebras e virilha devido ao atrito constante.
Estudos científicos demonstram forte associação entre acrocordons e obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo dois e síndrome metabólica. A fricção repetida da pele, alterações hormonais durante a gravidez, predisposição genética familiar e o processo natural de envelhecimento também contribuem para o desenvolvimento dessas lesões. Embora sejam benignas e não representem risco de malignização, sua presença múltipla pode sinalizar distúrbios metabólicos subjacentes que merecem investigação médica.

Estudo científico comprova eficácia e segurança de métodos de remoção
A eficácia de diferentes métodos de remoção de acrocordons foi demonstrada em um ensaio clínico publicado na revista científica British Journal of Dermatology. Segundo o estudo publicado no British Journal of Dermatology, que tratou cento e setenta e sete acrocordons em trinta e dois indivíduos, um dispositivo médico em forma de adesivo que aplica pressão na base do acrocordon levou à sua remoção em três a seis dias.
A pesquisa revelou taxa de sucesso de noventa por cento para lesões com até um milímetro de base, e setenta e seis por cento para lesões até dois milímetros. O resultado cosmético após a remoção foi excelente e o desconforto foi avaliado como mínimo durante todos os estágios do procedimento. A análise do fluxo sanguíneo durante o tratamento mostrou que o resultado foi influenciado pela diminuição do fluxo sanguíneo imediatamente após aplicação, mas que o grau de oclusão não foi crítico, demonstrando que métodos que interrompem o suprimento sanguíneo são eficazes para remoção de acrocordons.
Métodos profissionais seguros para remoção de acrocordons
Dermatologistas qualificados dispõem de diversas técnicas eficazes e seguras para remover acrocordons do pescoço:
EXCISÃO CIRÚRGICA
Remoção imediata com tesoura cirúrgica após anestesia local ou tópica.
CRIOCIRURGIA
Congelamento com nitrogênio líquido, destruindo o tecido de forma eficaz.
ELETROCAUTERIZAÇÃO
Uso de corrente elétrica para remover a lesão com mínimo sangramento.
LIGADURA
Amarração da base para interromper o fluxo sanguíneo, levando à queda natural.
LASER
Técnica precisa e sem sangramento, ideal para áreas sensíveis como o pescoço.
Todos esses procedimentos são realizados em consultório, geralmente sem necessidade de pontos, com cicatrização completa em uma a duas semanas. A aplicação de cloreto de alumínio antes da excisão minimiza sangramento, enquanto spray de cloreto de etila pode servir como anestésico tópico em lesões menores. É fundamental que o procedimento seja documentado adequadamente, especialmente se a remoção for por razões sintomáticas e não apenas cosméticas, para cobertura de seguro saúde.
Por que evitar remoção caseira de acrocordons?
Embora existam diversos produtos e métodos caseiros anunciados para remoção de acrocordons, dermatologistas enfatizam fortemente os riscos dessas práticas. Produtos que prometem remover acrocordons em casa através de cremes, óleos, bandagens ou dispositivos de ligadura apresentam taxa significativamente maior de complicações comparados a procedimentos profissionais.
Os principais riscos da remoção caseira incluem sangramento excessivo difícil de controlar, infecção pela falta de esterilização adequada, remoção incompleta que resulta em recrescimento, cicatrizes permanentes e queloide, dano acidental à pele saudável circundante, e o mais grave de todos, remoção incorreta de lesões que não são acrocordons mas sim câncer de pele como melanoma ou carcinoma basocelular. Produtos contendo ácido salicílico, óleo de melaleuca ou vinagre de maçã podem causar dermatite de contato severa e não devem ser usados, especialmente próximo aos olhos ou pescoço.
Quando a presença de acrocordons merece atenção médica especial?
Embora a maioria dos acrocordons seja inofensiva e não requeira tratamento, algumas situações justificam avaliação médica. Consulte um dermatologista se você desenvolver múltiplos acrocordons rapidamente, especialmente se tiver menos de trinta anos, pois isso pode indicar síndromes genéticas raras como Birt-Hogg-Dubé ou esclerose tuberosa que requerem investigação oncológica.
Acrocordons que apresentam mudanças de cor, crescimento rápido, sangramento espontâneo, dor persistente ou aparência atípica devem ser avaliados e potencialmente submetidos a biópsia para exclusão de neoplasias malignas. A presença de muitos acrocordons, especialmente em pessoas jovens ou com peso normal, pode sinalizar resistência à insulina, pré-diabetes ou síndrome dos ovários policísticos em mulheres, condições que se beneficiam de diagnóstico e tratamento precoces. Se você apresenta múltiplos acrocordons no pescoço ou outras áreas e deseja removê-los, ou se desenvolve acrocordons acompanhados de outros sintomas metabólicos como ganho de peso, fadiga ou sede excessiva, consulte sempre um dermatologista para avaliação apropriada e remoção segura com resultado cosmético otimizado.









