O magnésio é o mineral que desempenha papel crucial na prevenção e combate à esteatose hepática, também conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica. Estudos científicos demonstram que níveis adequados de magnésio no organismo estão associados a aproximadamente trinta por cento de redução no risco de desenvolver gordura no fígado, enquanto a deficiência desse mineral aumenta significativamente as chances de progressão da doença e suas complicações metabólicas.
Como o magnésio protege o fígado contra acúmulo de gordura?
O magnésio participa de mais de trezentas reações enzimáticas no organismo, incluindo processos fundamentais para o metabolismo de lipídios e glicose no fígado. Esse mineral melhora a sensibilidade à insulina, reduz a resistência insulínica e controla a inflamação hepática, mecanismos que estão diretamente relacionados ao desenvolvimento e progressão da esteatose hepática.
Além disso, o magnésio atua na regulação do metabolismo energético das células hepáticas, previne o estresse oxidativo e participa da síntese de proteínas essenciais para a função hepática normal. Pessoas com doença hepática gordurosa frequentemente apresentam deficiência de magnésio, criando um ciclo onde a falta do mineral agrava a condição e a doença aumenta a perda de magnésio.
Estudo científico comprova associação entre magnésio e redução de gordura no fígado
A relação entre magnésio e esteatose hepática foi confirmada em um importante estudo transversal publicado no Public Health Nutrition. Segundo o estudo publicado no Public Health Nutrition, que analisou dados de treze mil quatrocentos e oitenta e nove adultos americanos do NHANES III, a ingestão de magnésio foi associada a aproximadamente trinta por cento de redução nas chances de desenvolver doença hepática gordurosa e pré-diabetes.
A pesquisa demonstrou que, após ajuste para fatores de confusão, participantes no quartil mais alto de ingestão de magnésio apresentaram risco significativamente menor de esteatose hepática comparados ao quartil mais baixo. O estudo também revelou que a associação inversa entre magnésio e risco de pré-diabetes foi particularmente significativa entre pessoas com relação cálcio-magnésio maior ou igual a dois vírgula seis, sugerindo que o equilíbrio entre esses minerais é importante para a prevenção da doença.

Principais fontes alimentares de magnésio para saúde hepática
Incorporar alimentos ricos em magnésio na dieta é a estratégia mais eficaz e segura para manter níveis adequados desse mineral. As melhores fontes incluem:
VERDE-ESCURAS
Espinafre, couve e brócolis são ricos em magnésio natural.
OLEAGINOSAS
Amêndoas e sementes são fontes concentradas.
GRÃOS INTEGRAIS
Aveia e quinoa contêm mais magnésio que versões refinadas.
LEGUMINOSAS
Feijões e lentilhas são excelentes fontes vegetais.
ABACATE
Rico em magnésio e gorduras saudáveis.
BANANA
Opção prática com bom teor de magnésio.
CHOCOLATE AMARGO
Com 70% de cacau, fornece magnésio e antioxidantes.
Fatores que aumentam a deficiência de magnésio
Diversos fatores contribuem para a deficiência de magnésio na população moderna. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, pobres em minerais, combinado com o refinamento de grãos que remove grande parte do magnésio, reduz drasticamente a ingestão desse nutriente. O solo empobrecido utilizado na agricultura atual também resulta em alimentos com menor teor mineral.
Além disso, condições como diabetes tipo dois, uso prolongado de diuréticos, consumo excessivo de álcool, doenças gastrointestinais que prejudicam a absorção, estresse crônico e idade avançada aumentam as necessidades ou as perdas de magnésio pelo organismo. A deficiência se manifesta através de sintomas como fadiga, cãibras musculares, alterações no humor e aumento do risco de doenças metabólicas.
Recomendações para manter níveis adequados de magnésio
A necessidade diária de magnésio varia conforme idade e sexo, sendo geralmente recomendados quatrocentos e vinte miligramas para homens adultos e trezentos e vinte miligramas para mulheres adultas. Para pessoas com esteatose hepática ou em risco de desenvolvê-la, manter a ingestão adequada de magnésio através da alimentação equilibrada é fundamental.
Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária, especialmente quando há deficiência comprovada ou condições que aumentam as necessidades. No entanto, doses excessivas podem causar diarreia e outros efeitos adversos, sendo importante não ultrapassar trezentos e cinquenta miligramas de magnésio elementar suplementar por dia sem supervisão médica. A combinação de alimentação rica em magnésio com outros hábitos saudáveis como perda de peso, exercícios físicos regulares e redução do consumo de açúcar e álcool potencializa a proteção hepática. Para avaliação dos seus níveis de magnésio e orientações personalizadas sobre prevenção e tratamento da esteatose hepática, consulte sempre um médico hepatologista ou nutricionista.









