O ômega 3 é um dos suplementos mais procurados por quem quer cuidar do coração, do cérebro e dos níveis de colesterol. O que pouca gente sabe é que nem todo ômega 3 funciona da mesma forma. Dentro dessa família de gorduras boas existem dois ácidos graxos principais, o EPA e o DHA, cada um com funções específicas no organismo. Entender a diferença é o primeiro passo para escolher o suplemento certo.
O que é o ômega 3 e por que ele é essencial
O ômega 3 é uma classe de ácidos graxos essenciais, ou seja, o corpo não consegue produzir em quantidade suficiente e precisa obtê-los pela alimentação ou pela suplementação. Os três tipos principais são o ALA, encontrado em fontes vegetais como linhaça e chia, e o EPA e o DHA, presentes nos peixes de águas frias como salmão, sardinha e atum.
São justamente o EPA e o DHA que concentram os maiores benefícios para a saúde cardiovascular, cerebral e metabólica.
Diferença entre EPA e DHA
Apesar de serem da mesma família, esses dois ácidos graxos atuam de maneiras complementares no organismo. De forma simples, cada um se destaca em um tipo de benefício:
- EPA — mais ligado à ação anti-inflamatória, ao controle dos triglicerídeos e à saúde do coração
- DHA — predominante nas membranas das células cerebrais, é fundamental para memória, concentração e saúde dos olhos
- Juntos, contribuem para o aumento do HDL, a redução da pressão arterial e o equilíbrio da resposta inflamatória
- Ambos ajudam a proteger o ritmo cardíaco e a melhorar a saúde dos vasos sanguíneos

Qual tipo escolher conforme o objetivo
A escolha do ômega 3 ideal depende do que se deseja melhorar. Para quem busca reduzir triglicerídeos e proteger o coração, suplementos com maior concentração de EPA tendem a apresentar resultados mais robustos em estudos cardiovasculares. Já quem prioriza memória, concentração e função cognitiva costuma se beneficiar mais de fórmulas ricas em DHA.
Na maioria dos casos, produtos que combinam os dois em boas concentrações oferecem um benefício amplo e equilibrado para a saúde geral.
O que diz o estudo científico sobre EPA e DHA
Os efeitos diferenciados desses ácidos graxos sobre o perfil lipídico e o risco cardiovascular foram avaliados em uma análise ampla da literatura médica. Segundo a revisão sistemática The differential effects of eicosapentaenoic acid and docosahexaenoic acid on cardiovascular risk factors, publicada no periódico Frontiers in Nutrition em 2024, tanto o EPA quanto o DHA reduzem os níveis de triglicerídeos no sangue, sendo que o DHA tende a apresentar um efeito ligeiramente superior nesse ponto.
A revisão analisou ensaios clínicos randomizados que compararam as duas substâncias em doses de pelo menos 2 gramas por dia e também observou que o DHA contribui mais para o aumento do HDL, considerado o colesterol bom, reforçando o papel dos dois ácidos graxos como aliados da saúde do coração.

Como escolher um suplemento de qualidade
Nem todo ômega 3 disponível no mercado oferece concentrações adequadas. Alguns pontos ajudam a identificar um produto confiável:
- Verificar a quantidade de EPA e DHA por cápsula, e não apenas o total de óleo de peixe
- Preferir produtos na forma de triglicerídeos (TG), que apresentam melhor absorção
- Buscar certificações de pureza, como a IFOS, que atestam ausência de metais pesados
- Optar por embalagens escuras, que preservam as propriedades do óleo
- Consumir junto com refeições que contenham alguma gordura para favorecer a absorção
Para mais informações sobre o tema, vale conferir o conteúdo completo sobre ômega 3 no Tua Saúde.
As informações deste artigo têm caráter exclusivamente informativo e não substituem a avaliação de um médico ou nutricionista. Antes de iniciar qualquer suplementação de ômega 3, procure um profissional de saúde qualificado para orientação individualizada.









