Conhecida há séculos pela medicina ayurvédica, a ashwagandha ganhou espaço nas prateleiras modernas por seu efeito adaptógeno, ou seja, capaz de ajudar o corpo a responder melhor ao estresse físico e mental. Estudos clínicos mostram que seu uso pode reduzir os níveis de cortisol, o principal hormônio do estresse, e melhorar a sensação de bem-estar. Mas para colher esses benefícios com segurança é preciso entender a dose certa, a forma ideal e as situações em que seu uso deve ser evitado.
O que é a ashwagandha e como ela age no corpo?
A ashwagandha, cientificamente chamada de Withania somnifera, é uma planta originária da Índia que atua como adaptógeno, ajudando o organismo a equilibrar a resposta ao estresse. Seus efeitos acontecem principalmente sobre o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, que comanda a liberação de cortisol.
Ao modular esse eixo, a planta ajuda a reduzir reações exageradas ao estresse, favorecendo a sensação de calma e a recuperação mental. Essa ação a diferencia de calmantes comuns, já que ela não sedava, mas normaliza a resposta do corpo.
Quais são os compostos ativos da ashwagandha?
Os principais responsáveis pelos efeitos terapêuticos da ashwagandha são os witanolídeos, um grupo de substâncias naturais com ação anti-inflamatória, antioxidante e moduladora do sistema nervoso. Extratos de qualidade são padronizados pelo teor dessas moléculas.
Entre os benefícios associados aos witanolídeos, observados em estudos clínicos, destacam-se:

Qual a dosagem e a forma mais indicadas?
A maioria dos ensaios clínicos utiliza doses entre 300 mg e 600 mg por dia de extrato padronizado da raiz, contendo cerca de 2,5% a 5% de witanolídeos. A forma em cápsulas é a mais comum, por garantir dose precisa e melhor absorção dos compostos ativos.
O uso costuma ser dividido em duas tomadas diárias, de manhã e à noite, por períodos de 60 a 90 dias. Resultados consistentes sobre estresse e humor aparecem geralmente após quatro semanas de uso contínuo.
Como estudo científico confirma a redução do cortisol?
A ciência tem reforçado o papel da ashwagandha como aliada no manejo do estresse. De acordo com o estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo A Prospective, Randomized Double-Blind, Placebo-Controlled Study of Safety and Efficacy of a High-Concentration Full-Spectrum Extract of Ashwagandha Root in Reducing Stress and Anxiety in Adults, publicado no Indian Journal of Psychological Medicine, adultos com estresse crônico que usaram 300 mg de extrato padronizado da raiz duas vezes ao dia por 60 dias apresentaram redução média de 27,9% nos níveis de cortisol sérico, frente a apenas 7,9% no grupo placebo.
Os autores concluíram que o extrato reduziu de forma significativa as pontuações em escalas de estresse e melhorou a qualidade de vida dos participantes, com efeitos adversos leves e semelhantes aos do grupo placebo.

Quem deve evitar o uso da ashwagandha?
Apesar de bem tolerada pela maioria das pessoas, a ashwagandha não é indicada para todos. Seu uso exige cautela em situações específicas, especialmente quando há doenças autoimunes, uso de medicamentos contínuos ou alterações hormonais. Para quem busca reduzir o impacto do cortisol alto, é essencial considerar as contraindicações.
O uso deve ser evitado ou acompanhado por profissional nas seguintes situações:
- Gestação e amamentação, por falta de dados de segurança
- Doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide
- Distúrbios da tireoide, já que pode alterar hormônios tireoidianos
- Uso de imunossupressores, sedativos ou ansiolíticos
- Cirurgias programadas, devendo ser suspensa dias antes do procedimento
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de iniciar o uso da ashwagandha, especialmente se houver doenças pré-existentes ou uso de medicamentos.









