O hábito de tomar uma colher de azeite extra virgem em jejum é uma prática tradicional em países mediterrâneos que vem ganhando atenção por seus potenciais benefícios à saúde. O azeite é rico em ácido oleico, uma gordura saudável, e em polifenóis, compostos com ação anti-inflamatória e antioxidante que ajudam a proteger o coração e a regular o funcionamento do intestino. Quando consumido de forma moderada, esse hábito simples pode trazer vantagens reais para o organismo, mas também exige alguns cuidados importantes.
Como o azeite em jejum age sobre a digestão e o intestino?
Quando uma colher de azeite extra virgem é consumida com o estômago vazio, ela estimula a liberação de bile pela vesícula biliar, o que facilita a digestão das gorduras na refeição seguinte e contribui para o bom funcionamento do fígado. Esse estímulo suave pela manhã ajuda a preparar o sistema digestivo de forma natural para o restante do dia.
Além disso, o azeite exerce um efeito lubrificante nas paredes do intestino, o que pode facilitar a passagem das fezes e aliviar episódios pontuais de intestino preso. Esse benefício é especialmente útil para pessoas que sofrem de constipação leve e buscam alternativas naturais para regularizar o trânsito intestinal. Para conhecer outros benefícios e formas de uso, confira o artigo do Tua Saúde sobre os benefícios do azeite.
Proteção cardiovascular e ação anti-inflamatória dos polifenóis
O azeite extra virgem se diferencia dos demais tipos de azeite justamente por preservar uma quantidade maior de polifenóis, compostos que atuam na redução da inflamação nos vasos sanguíneos e na proteção contra a oxidação do colesterol ruim. Esse processo de oxidação é um dos principais gatilhos para o acúmulo de placas nas artérias e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O ácido oleico, que representa cerca de 70% da gordura do azeite, também contribui para elevar o colesterol bom e manter a elasticidade dos vasos sanguíneos. Juntos, os polifenóis e o ácido oleico oferecem uma proteção ampla ao coração que se constrói ao longo do tempo, com o consumo regular e moderado.

Meta-análise publicada na Critical Reviews in Food Science and Nutrition confirma os efeitos cardioprotetores do azeite
Os benefícios cardiovasculares do azeite extra virgem são amplamente sustentados pela ciência. Segundo a revisão sistemática com meta-análise The effect of high-polyphenol extra virgin olive oil on cardiovascular risk factors: A systematic review and meta-analysis, publicada na revista Critical Reviews in Food Science and Nutrition em 2019, o consumo de azeite rico em polifenóis reduziu significativamente marcadores de estresse oxidativo e de colesterol LDL oxidado em comparação com azeites de baixo teor de polifenóis. O trabalho avaliou 26 ensaios clínicos controlados e concluiu que os polifenóis presentes no azeite extra virgem conferem benefícios reais na redução de fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo melhora em marcadores inflamatórios e na pressão arterial.
Cuidados importantes e quem deve evitar esse hábito
Embora o azeite ofereça benefícios comprovados, é preciso atenção a alguns pontos antes de adotar o hábito de consumi-lo em jejum:

Quando o intestino preso exige mais do que uma mudança alimentar?
O azeite em jejum pode ajudar a aliviar a constipação leve e pontual, mas não é uma solução definitiva para problemas intestinais crônicos. Quando o intestino preso se torna frequente, vem acompanhado de dor abdominal, sangue nas fezes ou alternância entre diarreia e constipação, é fundamental procurar um gastroenterologista para investigar a causa. Essas queixas podem indicar condições que precisam de diagnóstico e tratamento adequados, e que não se resolvem apenas com ajustes na alimentação.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Se você deseja orientação sobre o uso do azeite em jejum ou apresenta sintomas digestivos persistentes, procure um profissional de saúde.









