Se você já se sentiu exausto e desidratado após um treino intenso ou um dia de calor excessivo, provavelmente já buscou um isotônico para se recuperar. Mas será que essa bebida colorida é sempre a melhor escolha para o seu corpo, ou você estaria consumindo calorias e sais minerais sem necessidade real?
O que é uma bebida isotônica?
A ciência nos mostra que os isotônicos são bebidas formuladas para ter uma concentração de solutos (sais e açúcares) muito semelhante à do nosso sangue. Essa característica permite que o líquido seja absorvido rapidamente pelo intestino, repondo o que foi perdido.
Evidências do Guia de Nutrição e Exercício do Ministério da Saúde confirmam que essas bebidas contêm água, carboidratos e eletrólitos, como sódio e potássio. Essa combinação é estrategicamente pensada para evitar a queda de desempenho e prevenir desequilíbrios químicos severos em situações de esforço.
Para que servem os eletrólitos?
Os eletrólitos presentes nessas bebidas são minerais que carregam uma carga elétrica e são vitais para o funcionamento de cada célula do seu corpo. Especialistas da American Heart Association (AHA) esclarecem que eles controlam a hidratação e são essenciais para a contração muscular e a regulação do ritmo cardíaco.
Quando suamos excessivamente, perdendo minerais importantes, o corpo pode manifestar sinais de alerta que indicam a necessidade de reposição imediata, tais como:
- Cãibras musculares súbitas e dolorosas.
- Fadiga extrema e fraqueza nos membros.
- Dores de cabeça e tonturas leves.
- Confusão mental ou queda na capacidade de concentração.

Quando devo tomar isotônico?
A ciência nos mostra que o uso de isotônicos deve ser criterioso, sendo indicado principalmente para atividades físicas de alta intensidade que durem mais de 60 minutos. De acordo com o Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte no “Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde”, em treinos leves, a água pura é suficiente.
Além dos atletas, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam o uso em casos específicos de desidratação por problemas gastrointestinais. Nestas situações, a bebida ajuda a repor rapidamente os líquidos e sais minerais perdidos, auxiliando na recuperação do equilíbrio do organismo.
Quais são os cuidados necessários?
Embora pareçam inofensivos, os isotônicos contêm uma quantidade considerável de sódio e açúcares que nem todo mundo precisa consumir. Evidências do Manual de Cardiologia da SBC alertam que pessoas com hipertensão ou problemas renais devem evitar o consumo sem orientação médica específica.
O consumo excessivo por pessoas sedentárias pode levar ao ganho de peso e à sobrecarga dos rins, por isso, é fundamental avaliar se a sua perda de suor justifica a bebida através destes pontos:
Duração
O exercício deve ser sempre superior a uma hora de atividade ininterrupta.
Intensidade
Foco em atividades que geram suor intenso e perda real de sais minerais.
Clima
Atenção a altas temperaturas e umidade elevada, que aceleram a desidratação.
Desidratação
Presença de sintomas de desidratação clínica ou fadiga extrema súbita.
Como escolher a melhor hidratação?
O próximo passo é analisar sua rotina de atividades e entender se o seu corpo realmente demanda esse suporte extra ou se a água mineral atende suas necessidades. A ciência nos mostra que a hidratação preventiva ao longo do dia é muito mais eficaz do que tentar resolver um quadro de sede extrema de última hora.
Ficar atento à cor da sua urina e aos sinais de cansaço pode ser o melhor guia para decidir entre um copo de água ou uma garrafa de isotônico. Ao tratar a suplementação de minerais com seriedade, você protege seu coração e seus rins, garantindo longevidade e saúde para o seu desempenho físico.
O acompanhamento com um médico ou nutricionista é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.









