O guaco, planta medicinal das espécies Mikania glomerata e Mikania laevigata, é tradicionalmente utilizado para aliviar sintomas respiratórios. Seu uso como expectorante é reconhecido pela Anvisa, o que significa que pode ajudar a tornar a eliminação do catarro mais fácil. Esse efeito pode diminuir a tosse associada ao excesso de secreção, mas o guaco não substitui o tratamento de infecções, asma ou outras doenças que provoquem falta de ar.
Como o guaco ajuda a eliminar o catarro?
O efeito expectorante está relacionado a substâncias presentes nas folhas do guaco, incluindo cumarinas e outros compostos vegetais. Na prática, preparações à base da planta podem favorecer a eliminação das secreções das vias respiratórias, tornando a tosse com catarro mais produtiva.
O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, elaborado pela Anvisa, apresenta o xarope de Mikania glomerata e Mikania laevigata com indicação expectorante. O Ministério da Saúde também inclui o guaco entre os fitoterápicos utilizados no país e reconhece suas ações expectorante e broncodilatadora.
Guaco realmente melhora a tosse e a respiração?
Quando a tosse está relacionada ao acúmulo de secreção, facilitar a saída do catarro pode proporcionar sensação de alívio no peito e deixar a respiração mais confortável. Isso é diferente, porém, de tratar uma verdadeira falta de ar. Dificuldade para respirar não deve ser tratada apenas com chá ou xarope de guaco, pois pode indicar condições que precisam de avaliação médica.
O guaco também não é indicado para todos os tipos de tosse. Uma tosse seca persistente, por exemplo, pode ter causas como alergia, refluxo, asma ou uso de determinados medicamentos e não necessariamente melhora com um expectorante. O Tua Saúde reúne mais informações sobre o uso do xarope de guaco e seus principais cuidados.

Quem usa anticoagulante pode tomar guaco?
Esse é um dos principais cuidados com a planta. A Anvisa orienta que preparações de guaco não sejam utilizadas simultaneamente a medicamentos anticoagulantes. As cumarinas presentes na planta podem interferir nos mecanismos de coagulação e potencializar os efeitos desses remédios, aumentando o risco de sangramento.
O relatório de avaliação da Mikania glomerata publicado pela Anvisa alerta especificamente para a associação com anticoagulantes e também orienta cautela com outros medicamentos. Por isso, quem utiliza remédios continuamente deve conversar com um médico ou farmacêutico antes de recorrer ao guaco.
Existem outros cuidados ao usar essa planta?
Ser uma planta medicinal não significa que o guaco possa ser usado sem limites. A quantidade, a forma de preparação e o tempo de uso influenciam a segurança. Doses acima das recomendadas podem provocar efeitos como vômitos e diarreia, e preparações fitoterápicas concentradas não devem ser tomadas como se fossem equivalentes ao uso culinário de uma planta.
Também é necessário cuidado especial em algumas situações:
- uso de medicamentos anticoagulantes;
- gravidez ou amamentação;
- uso contínuo de outros medicamentos;
- crianças pequenas;
- aparecimento de reações após o início do produto.
Quando for utilizado um medicamento fitoterápico industrializado, a dose indicada na bula ou pelo profissional de saúde deve ser respeitada. Preparações caseiras também não devem ser feitas com concentrações aleatórias.

Quando tosse e catarro precisam de avaliação médica?
O guaco pode ser uma opção para aliviar sintomas leves em situações apropriadas, mas alguns sinais indicam que a causa precisa ser investigada. Febre persistente, falta de ar, dificuldade importante para respirar, dor no peito, sangue no catarro ou piora progressiva dos sintomas são motivos para procurar atendimento.
A avaliação também é recomendada quando a tosse dura vários dias sem melhora ou retorna com frequência. Infecções respiratórias, asma e outras doenças podem provocar sintomas semelhantes e exigir tratamento específico. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou orientação individual de um profissional de saúde.









