Pequena, avermelhada e com polpa clara e suculenta, a acerola está entre as frutas que mais concentram vitamina C. Dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos mostram que 100 g de algumas variedades de acerola podem fornecer mais de 2.000 mg do nutriente, enquanto a mesma quantidade de laranja pera oferece pouco mais de 50 mg. Além de participar do funcionamento do sistema imunológico, a vitamina C ajuda o organismo a absorver melhor o ferro dos alimentos vegetais.
Quanto de vitamina C existe na acerola?
A quantidade varia bastante conforme a variedade, o estágio de maturação e até a forma de conservação. Na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, mantida pela USP, um registro de acerola de casca laranja e vermelha in natura apresenta 2.166 mg de vitamina C a cada 100 g. Já a acerola madura de outro registro da mesma base apresenta 1.747 mg.
Para comparação, a laranja pera in natura possui cerca de 52,2 mg de vitamina C por 100 g na TBCA. Considerando o primeiro registro de acerola, a diferença chega a mais de 40 vezes. Isso não significa que toda acerola terá exatamente essa concentração, mas mostra por que a fruta se destaca tanto quando o assunto é vitamina C.
O que essa vitamina faz pelas defesas do organismo?
A vitamina C participa de diferentes processos relacionados ao funcionamento das células de defesa e também atua como antioxidante. Por isso, manter uma ingestão adequada do nutriente contribui para o funcionamento normal do sistema imunológico. Isso é diferente de dizer que acerola previne gripes, resfriados ou outras infecções por conta própria.
O Office of Dietary Supplements dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos destaca que a vitamina C desempenha papel importante na função imunológica, participa da produção de colágeno e ajuda a proteger as células contra danos oxidativos. Outros alimentos também fornecem esse nutriente, como mostra a lista de alimentos ricos em vitamina C.

Por que comer acerola junto das refeições pode ser interessante?
Outro papel importante da vitamina C é facilitar a absorção do ferro não heme, a forma encontrada principalmente em alimentos vegetais. Isso torna a acerola uma opção interessante para acompanhar refeições que contenham feijão, lentilha, grão-de-bico ou vegetais verde-escuros.
Algumas combinações simples que podem ser feitas no dia a dia incluem:
- comer acerola como sobremesa depois do almoço;
- tomar suco de acerola sem excesso de açúcar junto de uma refeição com feijão;
- combinar acerola com outras frutas em uma salada de frutas;
- usar polpa de acerola em preparações consumidas próximas às principais refeições.
Essa combinação pode favorecer o aproveitamento do ferro da alimentação, mas não substitui o tratamento indicado para quem já apresenta deficiência de ferro ou anemia.
Fruta fresca, suco ou polpa fazem diferença?
A vitamina C é sensível ao armazenamento prolongado, à exposição ao oxigênio e ao calor. Por isso, consumir a acerola fresca ou beber o suco logo após o preparo pode ajudar a preservar melhor o nutriente. A própria TBCA mostra diferenças importantes entre as formas da fruta: uma polpa congelada registrada na base apresenta 1.258 mg de vitamina C por 100 g, enquanto o suco industrializado registrado apresenta 795 mg.
Isso não quer dizer que polpas e sucos deixem de ser boas fontes, mas mostra que processamento, conservação e maturação podem alterar bastante a quantidade de vitamina C. Quando possível, vale priorizar a fruta fresca ou polpas sem adição excessiva de açúcar.

É preciso comer muita acerola para aproveitar seus benefícios?
Não. Como a fruta pode concentrar grandes quantidades de vitamina C, pequenas porções já contribuem significativamente para a ingestão do nutriente. Também não é necessário transformar a acerola na única fonte de vitamina C da alimentação. Variar frutas, verduras e legumes continua sendo importante para obter fibras, minerais e diferentes compostos antioxidantes.
A acerola pode fazer parte de uma alimentação equilibrada e ajudar no aporte de vitamina C e na absorção do ferro de origem vegetal. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação individual de um médico ou nutricionista, especialmente em casos de anemia, deficiência nutricional ou necessidade de suplementação.








