O ovo rachado não é recomendado para consumo, pois a rachadura compromete a proteção natural da casca e pode facilitar a entrada de bactérias, como a Salmonella. Mesmo que o ovo apresente cheiro e aparência normais, não é possível garantir sua segurança apenas pela observação. Por isso, conferir a integridade da casca antes da compra e armazenar os ovos corretamente são cuidados importantes para prevenir infecções alimentares.
Por que a casca rachada aumenta o risco de contaminação?
A casca funciona como uma barreira física que ajuda a proteger a clara e a gema contra microrganismos presentes no ambiente. Quando ocorre uma rachadura, essa proteção fica comprometida, permitindo que bactérias presentes na superfície tenham maior facilidade para alcançar o interior do ovo.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a casca também possui uma película natural protetora, chamada cutícula. Por isso, lavar um ovo rachado não elimina o risco de contaminação nem recupera sua proteção. A orientação mais segura é descartar ovos encontrados com rachaduras.

O que um estudo científico revela sobre ovos rachados?
O estudo Ensaios de penetração de Salmonella Enteritidis em ovos de galinha com diferentes qualidades de casca, submetidos ou não a lavagem industrial e a duas temperaturas de armazenagem, publicado em 2009 no Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, investigou como a qualidade da casca e as condições de armazenamento influenciam a contaminação dos ovos.
Os pesquisadores observaram que a contaminação do conteúdo de ovos com defeitos na casca foi mais frequente quando eles foram armazenados a 30°C. Os resultados reforçam a importância de escolher ovos íntegros e controlar a temperatura de conservação.
Como escolher e armazenar ovos com segurança?
Alguns cuidados durante a compra e o armazenamento ajudam a reduzir o risco de contaminação por bactérias. As principais recomendações são:
- Verificar a casca: escolha ovos íntegros, sem rachaduras, quebras ou vazamentos.
- Conferir a embalagem: observe a validade, a identificação do fabricante e as condições de conservação.
- Manter na geladeira: guarde os ovos refrigerados, preferencialmente na embalagem original e nas prateleiras internas, onde a temperatura é mais estável.
- Evitar lavar antes de guardar: a lavagem antecipada pode remover a película protetora natural da casca.
- Cozinhar completamente: prepare os ovos até que a clara e a gema estejam firmes.
Se encontrar um ovo rachado ao abrir a embalagem em casa, o mais seguro é descartá-lo, mesmo que tenha permanecido na geladeira.

Quando procurar atendimento após consumir ovos?
O consumo de ovos contaminados pode provocar infecções alimentares, incluindo a salmonelose. Os sintomas podem surgir horas ou dias após a ingestão e incluem:
- Diarreia, que pode ser intensa ou persistente.
- Febre e calafrios.
- Náuseas e vômitos, especialmente quando dificultam a ingestão de líquidos.
- Dor abdominal e cólicas.
- Sinais de desidratação, como boca seca, tontura e diminuição da quantidade de urina.
É importante procurar avaliação médica se esses sintomas aparecerem após consumir alimentos com ovos, especialmente em pessoas mais velhas, crianças pequenas ou indivíduos com maior risco de desidratação. Vômitos persistentes, diarreia intensa e sinais de desidratação exigem atendimento imediato. Saiba mais sobre os sintomas da intoxicação alimentar e quando buscar ajuda.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









