Um homem de meia-idade foi encaminhado pelo clínico geral a um hospital do Reino Unido, em 2022, após quase três meses de vômitos recorrentes, náusea e sede aumentada. Ele também apresentava dor abdominal, cãibras nas pernas, zumbido, boca seca, diarreia e perda de peso. Os sintomas haviam começado cerca de um mês depois do início de um regime intensivo de vitaminas orientado por um terapeuta nutricional, segundo fonte publicada em 2022. A investigação identificou intoxicação por vitamina D.
Suplementos sem prescrição exigem suspeita clínica
O homem usava mais de 20 suplementos, além de receber injeções intramusculares. Como náusea, vômitos, desconforto abdominal e perda de peso aparecem em várias doenças, a ligação com as vitaminas não foi definida apenas pelos sintomas. A duração do quadro e a sede constante indicavam a necessidade de exames e de uma revisão completa das substâncias utilizadas.
Suplementos sem prescrição podem conter o mesmo nutriente em diferentes fórmulas. Isso aumenta a ingestão total sem que a soma fique evidente no rótulo de um único produto. Mesmo quando existe alguma orientação, doses combinadas, injeções e uso prolongado precisam ser avaliados considerando exames, alimentação, doenças prévias e outros tratamentos.
A hipercalcemia apareceu nos exames
Os exames iniciais mostraram cálcio ajustado de 3,9 mmol/L, resultado descrito pela fonte como hipercalcemia importante. Hipercalcemia é a concentração de cálcio acima do normal no sangue. A creatinina chegou a 166 µmol/L e a ureia a 13,4 mmol/L, alterações compatíveis com lesão renal aguda, uma perda súbita da capacidade dos rins de filtrar resíduos.
A investigação também encontrou níveis muito elevados de vitamina D. A combinação entre histórico de suplementação, exames laboratoriais e quadro clínico permitiu atribuir as complicações à intoxicação por vitamina D. Um resultado alto isolado não deve ser interpretado sem avaliação, pois o diagnóstico considera o cálcio, a função renal, os produtos usados e outras possíveis causas.

Como a intoxicação por vitamina D afeta o corpo?
A vitamina D ajuda o intestino a absorver cálcio. Em quantidade excessiva, esse efeito pode elevar demais o mineral no sangue e provocar hipercalcemia. O organismo tenta eliminar parte do cálcio pelos rins, o que favorece perda de água, boca seca e sede excessiva. Náusea, vômitos e dor abdominal também podem acompanhar essa alteração metabólica.
Uma revisão científica de 2025 descreveu a ligação com a lesão renal. Segundo a análise, o excesso de vitamina D pode prejudicar os rins por meio do aumento do cálcio e do fosfato, outro mineral presente no sangue. O risco é especialmente relevante diante de doses muito acima das necessidades e uso prolongado sem supervisão. A pesquisa explica o mecanismo geral, mas não confirma isoladamente a evolução de uma pessoa.
Quando náusea e sede excessiva são sinais de alerta?
Náusea e sede excessiva têm várias causas e não permitem concluir que exista toxicidade vitamínica. A combinação com vômitos persistentes, alterações urinárias ou uso de múltiplos produtos, porém, deve ser informada ao profissional durante a avaliação. Entre os sinais que merecem atenção estão:
- vômitos recorrentes, náusea persistente, dor abdominal ou perda de peso sem explicação;
- sede intensa e boca seca, sobretudo quando surgem após iniciar ou aumentar suplementos;
- fraqueza, cãibras, confusão ou cansaço acompanhados de sintomas digestivos;
- redução do volume de urina, inchaço ou exames alterados, possíveis sinais de lesão renal;
- uso simultâneo de cápsulas, gotas, fórmulas e injeções que contenham vitamina D.
Como tratar hipercalcemia e lesão renal?
O tratamento depende da gravidade dos sintomas, do nível de cálcio e da função dos rins. A conduta ocorre sob acompanhamento profissional. No homem britânico, os suplementos foram suspensos durante o atendimento, e ele recebeu fluidos intravenosos e medicamentos para reduzir o cálcio. Para uma visão geral dos sintomas do excesso de vitamina D, é útil comparar manifestações, causas e formas de diagnóstico.
- revisar todos os suplementos, injeções, medicamentos e alimentos fortificados consumidos;
- medir cálcio, vitamina D, creatinina e outros marcadores definidos pela equipe assistente;
- corrigir a desidratação quando houver indicação clínica, muitas vezes com hidratação intravenosa;
- usar medicamentos para controlar o cálcio apenas quando prescritos para o quadro específico;
- manter monitoramento da função renal e repetir exames pelo período indicado.
O acompanhamento continuou após a internação
Após a internação, o cálcio do homem voltou ao intervalo normal em cerca de dois meses. A concentração de vitamina D, porém, permaneceu elevada por vários meses. Esse comportamento prolongado pode ocorrer porque a vitamina é lipossolúvel, ou seja, pode ficar armazenada no tecido gorduroso e ser liberada gradualmente. A evolução registrada é individual e não determina o tempo de recuperação de outras pessoas.
Avaliação médica é indicada quando náusea e sede excessiva persistem, principalmente se houver vômitos, perda de peso, boca seca, alteração urinária ou uso combinado de vitaminas. Informar nomes, concentrações e frequência dos produtos ajuda a investigar hipercalcemia, intoxicação por vitamina D e lesão renal sem depender apenas dos sintomas.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.









