Perceber muitos fios no travesseiro ou no ralo do banho costuma acender o alerta sobre a saúde dos cabelos, e a primeira suspeita quase sempre recai sobre a genética. No entanto, a queda de cabelo nem sempre tem origem hereditária, e deficiências nutricionais como a falta de ferro e zinco também pesam bastante nesse quadro. Além disso, alterações na tireoide podem estar por trás do problema. Entenda como esses fatores afetam os fios e por que só exames conseguem apontar a verdadeira causa da queda.
A genética é a única causa da queda de cabelo?
Não. A genética influencia padrões como a alopecia androgenética, mas está longe de explicar todos os casos de queda de cabelo. Em muitas situações, a perda dos fios reflete alterações nutricionais e hormonais.
O cabelo cresce em ciclos, e esse equilíbrio depende de oxigenação adequada, produção de queratina e bom funcionamento metabólico. Quando algum desses fatores falha, o folículo recebe menos suporte e a queda pode aumentar de forma difusa.
Como o ferro e o zinco influenciam a saúde dos fios?
O ferro participa do transporte de oxigênio até o folículo capilar, estrutura responsável por produzir cada fio. Quando a ferritina, que é a reserva de ferro do corpo, está baixa, o folículo entra precocemente em fase de repouso e a queda se intensifica.
Já o zinco atua na formação da queratina, na divisão celular dos folículos e no equilíbrio do couro cabeludo. A falta desses minerais é uma das causas nutricionais mais associadas à queda difusa, e conhecer o que faz o cabelo cair ajuda a direcionar a investigação.

Qual a relação entre a tireoide e a queda de cabelo?
A tireoide produz hormônios que regulam o metabolismo de todo o corpo, incluindo o ciclo de crescimento dos fios. Quando esse funcionamento fica desequilibrado, o cabelo pode ser um dos primeiros a dar sinais.
Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem provocar queda difusa e afinamento dos fios. Por isso, avaliar os hormônios da tireoide costuma fazer parte da investigação, especialmente quando há outros sintomas associados.
Que sinais indicam que a queda merece investigação?
Perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado normal, mas alguns sinais sugerem que a queda precisa de atenção médica. Fique atento a estes pontos:
- Queda que persiste por mais de quatro a seis semanas;
- Afinamento progressivo e redução visível do volume;
- Cansaço frequente e sensação de fraqueza;
- Unhas frágeis ou quebradiças;
- Alterações menstruais ou mudanças recentes de peso.
Coceira intensa, placas ou falhas arredondadas mudam a suspeita e podem indicar outras condições, como a calvície ou quadros inflamatórios. Nesses casos, a avaliação de um dermatologista é ainda mais importante.

O que os estudos científicos mostram sobre nutrientes e queda de cabelo?
A relação entre micronutrientes e queda de cabelo é tema de revisões dermatológicas que orientam condutas clínicas e ajudam a definir quando a investigação faz sentido. Esses trabalhos reforçam que a deficiência nutricional é um fator que pode ser corrigido. Segundo a revisão The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss, publicada na revista científica Dermatology and Therapy, deficiências de ferro, zinco, vitamina D e selênio foram associadas a formas não cicatriciais de alopecia, como o eflúvio telógeno e a alopecia androgenética.
Ainda assim, os autores destacam que apenas exames laboratoriais conseguem confirmar a causa, já que os sintomas se sobrepõem entre diferentes condições. A investigação costuma incluir hemograma, ferritina, zinco, vitamina D e testes da tireoide, sempre com orientação profissional. Combinar esse cuidado com uma boa alimentação, incluindo alimentos para fortalecer o cabelo, ajuda na recuperação dos fios.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou de outro profissional de saúde qualificado. Consulte sempre um dermatologista para identificar a causa da queda de cabelo.









