A perda de urina ao tossir, rir, espirrar ou fazer algum esforço pode acontecer quando as estruturas que sustentam a bexiga e a uretra não conseguem compensar o aumento da pressão no abdômen. Esse quadro é conhecido como incontinência urinária de esforço e, quando se torna frequente, merece avaliação para identificar a causa e orientar o tratamento.
Por que a urina escapa durante o esforço
Ao tossir, rir, levantar peso ou praticar exercício, a pressão sobre a bexiga aumenta rapidamente. Se o assoalho pélvico e os mecanismos que ajudam a manter a uretra fechada estiverem enfraquecidos, uma pequena quantidade de urina pode escapar.
Segundo o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, esse tipo de perda pode ocorrer ao tossir, espirrar, rir ou realizar atividade física. Gravidez, parto, menopausa e algumas condições de saúde podem contribuir para o problema.

Quais situações merecem ser observadas
Um episódio isolado não permite definir a causa. Porém, vale procurar orientação quando a incontinência urinária começa a se repetir ou interferir na rotina, especialmente diante de:
- escape de urina ao tossir ou espirrar com frequência;
- perda ao rir, correr, pular ou levantar objetos;
- necessidade de usar absorventes por causa dos escapes;
- redução de atividades por medo de perder urina;
- piora progressiva do controle da bexiga.
Estudo científico avaliou exercícios do assoalho pélvico
Segundo a revisão sistemática Pelvic floor muscle training versus no treatment, or inactive control treatments, for urinary incontinence in women, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews em 2018, foram analisados 31 estudos envolvendo 1.817 mulheres com diferentes tipos de incontinência urinária.
Entre mulheres com incontinência de esforço, aquelas que realizaram treinamento dos músculos do assoalho pélvico apresentaram maior probabilidade de relatar cura ou melhora dos sintomas do que aquelas sem esse tratamento. Os exercícios, porém, precisam ser executados corretamente para atingir a musculatura adequada.
Como os exercícios podem ajudar
O fortalecimento do assoalho pélvico pode melhorar o suporte da bexiga e da uretra. A orientação de um profissional, como fisioterapeuta especializado, ajuda a confirmar se a contração está sendo feita da maneira correta.
- aprenda a identificar os músculos do assoalho pélvico;
- siga a frequência e o tempo de contração orientados;
- evite prender a respiração ou contrair apenas abdômen e glúteos;
- mantenha regularidade para que o treinamento produza resultado;
- não use exercícios como substituto da avaliação quando houver outros sintomas.

Quando procurar avaliação médica
Escapes frequentes devem ser avaliados porque existem diferentes tipos e causas de incontinência. O profissional pode investigar fatores como alterações do assoalho pélvico, problemas da próstata, infecções, medicamentos e doenças neurológicas antes de definir o tratamento.
Sangue na urina, dor ao urinar, dor pélvica importante ou dificuldade para iniciar ou eliminar a urina não devem ser tratados apenas com exercícios. Esses sintomas precisam de avaliação médica para esclarecer a causa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









