Alguns peixes podem carregar parasitas capazes de causar infecção quando são consumidos crus ou malcozidos. A presença desses organismos varia conforme a espécie, a origem e o armazenamento, portanto um achado em determinado pescado não deve ser generalizado para todos os peixes. O congelamento adequado reduz o risco de determinados parasitas, mas cozinhar completamente continua sendo a alternativa mais segura.
Quais parasitas podem estar no peixe
Um exemplo é o Anisakis, parasita que pode estar presente em peixes marinhos e lulas. A infecção acontece quando larvas vivas são ingeridas em preparações cruas ou insuficientemente cozidas.
Isso não significa que todo peixe cru esteja contaminado. O risco de parasitas no peixe depende de fatores como espécie, procedência e tratamento realizado antes do consumo. Saiba mais sobre a anisaquíase.
Congelar o peixe realmente ajuda

Sim, desde que sejam respeitados temperatura e tempo suficientes. Segundo o CDC, uma das recomendações para eliminar parasitas em peixes destinados ao consumo cru é congelá-los a -20 °C ou menos por 7 dias.
- congelar não significa apenas deixar o peixe algumas horas no freezer;
- a temperatura precisa atingir toda a peça;
- freezers domésticos podem não manter sempre as condições necessárias;
- o congelamento não elimina necessariamente bactérias, vírus ou toxinas.
Estudo mostrou que o tempo de congelamento importa
Segundo o estudo The response of Anisakis larvae to freezing, publicado no Journal of Helminthology, larvas de Anisakis conseguiram sobreviver a temperaturas de até -10 °C, e os pesquisadores observaram que pode levar tempo para que todas as partes do peixe atinjam uma temperatura capaz de eliminá-las.
O resultado reforça que temperatura e duração do congelamento fazem diferença. Apenas saber que o pescado esteve congelado não garante, por si só, que o tratamento contra parasitas tenha sido adequado.
Como reduzir o risco ao preparar peixe
Para pessoas que desejam consumir pescado, alguns cuidados ajudam a diminuir a exposição a parasitas e outros microrganismos:
- preferir peixe de procedência conhecida e bem conservado;
- manter a cadeia de refrigeração;
- usar pescado tratado adequadamente quando for consumido cru;
- não considerar limão, sal ou marinadas equivalentes ao cozimento;
- para maior segurança, cozinhar completamente o peixe.

Quem deve ter ainda mais cuidado
Crianças pequenas, pessoas mais velhas, gestantes e indivíduos com imunidade comprometida devem ter atenção adicional com alimentos crus ou malcozidos. Para esses grupos, optar por pescado completamente cozido reduz riscos que vão além dos parasitas.
Após comer peixe cru, dor abdominal intensa, vômitos repetidos, diarreia importante, sangue nas fezes ou sinais de reação alérgica, como inchaço e dificuldade para respirar, justificam avaliação médica. Sintomas intensos ou de piora rápida não devem ser tratados apenas em casa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









