Começar uma nova relação depois dos 40 também exige atenção à saúde sexual. Muitas infecções sexualmente transmissíveis podem permanecer sem corrimento, feridas, dor ou ardência, por isso a ausência de sintomas não garante que não exista uma infecção. Conversar sobre prevenção e sobre a necessidade de um teste de IST pode ajudar a proteger os dois parceiros.
Quais ISTs podem não causar sintomas
Clamídia, gonorreia, sífilis, HIV e outras ISTs podem passar despercebidas, dependendo da fase da infecção e da pessoa. Mesmo sem sintomas, algumas podem ser transmitidas e causar complicações se não forem identificadas.
- Clamídia e gonorreia frequentemente podem ser assintomáticas;
- sífilis pode passar por períodos sem manifestações evidentes;
- HIV pode permanecer sem sintomas específicos por bastante tempo;
- infecções na garganta ou no reto também podem não causar sinais perceptíveis.
O CDC destaca que muitas ISTs não provocam sintomas e recomenda conversar com um profissional para definir quais exames são adequados conforme idade, histórico sexual, práticas e outros fatores de risco.
Uma nova parceria significa que preciso fazer teste de IST

Ter mais de 40 anos, isoladamente, não significa que todos precisem realizar os mesmos exames. Entretanto, uma nova parceria é um bom momento para conversar sobre histórico de testes, uso de preservativo e possíveis exposições.
O profissional pode indicar exames de sangue, urina ou coleta de secreções conforme o caso. Veja também quais são os principais exames para IST e quando costumam ser solicitados.
O que um estudo mostra sobre ISTs em adultos mais velhos
Segundo a revisão Sexually Transmitted Infections in Older Adults: Increasing Tide and How to Stem It, publicada na Infectious Disease Clinics of North America em 2023, as taxas de ISTs vêm aumentando entre adultos mais velhos e a saúde sexual continua relevante em qualquer idade.
A revisão destaca que estratégias combinadas de prevenção, incluindo sexo mais seguro, testagem e abordagem individualizada, também são importantes nessa população.
Como reduzir o risco em uma nova relação
Prevenção não depende apenas de perceber sintomas. Algumas medidas ajudam a diminuir a possibilidade de transmissão e permitem decisões mais informadas entre os parceiros.
- Usar preservativo corretamente nas relações sexuais;
- conversar sobre testes realizados anteriormente;
- avaliar com um profissional quais exames fazem sentido;
- manter vacinas recomendadas, como HPV e hepatite B, em dia quando indicadas;
- evitar relações sem proteção diante de feridas ou sintomas ainda não avaliados.

Quais sintomas precisam de avaliação
Feridas, bolhas ou verrugas genitais, corrimento diferente, ardor ao urinar, dor pélvica ou nos testículos são motivos para procurar avaliação. Esses sinais podem ter outras causas, mas uma IST precisa ser considerada.
Também vale procurar orientação após uma exposição sexual considerada de risco, mesmo sem sintomas. O momento adequado para cada teste pode variar porque algumas infecções possuem um período entre a exposição e a possibilidade de serem detectadas nos exames.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









