A secura vaginal é comum depois da menopausa porque a queda do estrogênio pode deixar os tecidos da vagina mais finos, menos elásticos e com menor lubrificação. Isso pode provocar ardor, irritação e dor durante a relação, mas existem medidas que ajudam a aliviar o desconforto e tratamentos que podem ser avaliados pelo ginecologista.
Por que a secura vaginal aumenta após a menopausa
O estrogênio ajuda a manter a mucosa vaginal hidratada, espessa e elástica. Com a redução desse hormônio, podem ocorrer mudanças que fazem parte da chamada síndrome geniturinária da menopausa, que também pode atingir o trato urinário.
Segundo o NHS, a secura vaginal pode causar dor ou desconforto durante o sexo, coceira, sensibilidade e maior frequência urinária. Algumas mulheres também apresentam infecções urinárias recorrentes.
Quais sintomas podem aparecer

O ressecamento pode variar de leve a intenso e afetar tanto a atividade sexual quanto o conforto diário. Entre os sintomas que podem surgir estão:
- dor ou ardor durante a relação;
- sensação de secura, queimação ou irritação;
- coceira ou sensibilidade na região vaginal;
- desconforto ou ardor ao urinar;
- vontade mais frequente de urinar ou infecções urinárias repetidas.
O que uma revisão científica encontrou
Segundo a revisão sistemática Hormonal Treatments and Vaginal Moisturizers for Genitourinary Syndrome of Menopause, publicada no Annals of Internal Medicine em 2024, diferentes tratamentos foram avaliados para sintomas como secura vaginal e dor na relação.
A revisão, que incluiu 46 ensaios clínicos, encontrou evidências de benefício para algumas opções, incluindo hidratantes vaginais e determinados tratamentos hormonais. A escolha deve ser individualizada, pois nem toda mulher precisa ou pode usar terapia hormonal.
O que pode aliviar a secura e a dor
Quando os sintomas são leves, algumas medidas não hormonais podem diminuir o atrito e melhorar o conforto. Também é importante evitar produtos que aumentem a irritação da região íntima.
- usar lubrificante à base de água antes ou durante a relação;
- usar hidratante vaginal próprio para a região íntima regularmente;
- evitar sabonetes perfumados e duchas vaginais;
- não insistir na penetração quando houver dor importante;
- conversar com o ginecologista se as medidas simples não forem suficientes.
Outras causas e opções de cuidado podem ser consultadas no conteúdo sobre secura vaginal.

Quando procurar o ginecologista
É indicado buscar avaliação quando a dor na relação ou a secura vaginal persistem, interferem na vida sexual ou não melhoram com lubrificantes e hidratantes. O ginecologista pode confirmar a causa e discutir tratamentos adicionais, inclusive opções hormonais quando forem apropriadas.
Sangramento após a relação ou qualquer sangramento depois da menopausa, corrimento incomum, dor pélvica persistente ou sintomas urinários recorrentes também precisam ser investigados. Essas alterações não devem ser atribuídas automaticamente à menopausa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









