Perceber uma mudança no cheiro corporal com o passar dos anos não significa falta de higiene e também não existe um único “cheiro da idade”. O odor resulta da combinação entre suor, substâncias presentes na pele, bactérias, alimentação, medicamentos, hormônios e características individuais, que podem mudar ao longo da vida.
Por que o cheiro corporal pode mudar
O suor, isoladamente, costuma ter pouco odor. O cheiro surge principalmente quando secreções e outras substâncias da pele entram em contato com microrganismos que vivem naturalmente nela, formando compostos voláteis.
Segundo a Cleveland Clinic, fatores como alimentação, alterações hormonais, medicamentos e algumas condições de saúde também podem modificar o odor. Por isso, pessoas da mesma idade podem apresentar cheiros corporais bastante diferentes.
O que pode influenciar o odor no dia a dia

Além das mudanças naturais da pele, hábitos e condições ambientais interferem no cheiro corporal. Entre os fatores que podem favorecer um odor mais perceptível estão:
- transpiração e permanência da pele úmida;
- bactérias presentes naturalmente na pele;
- roupas que dificultam a ventilação;
- alguns alimentos, bebidas e medicamentos;
- mudanças hormonais e metabólicas.
Quando o odor é intenso ou causa incômodo frequente, também pode estar relacionado à bromidrose, condição caracterizada por cheiro corporal desagradável associado à decomposição de secreções da pele por microrganismos.
O que um estudo descobriu sobre envelhecimento e odor
Segundo o estudo 2-Nonenal Newly Found in Human Body Odor Tends to Increase with Aging, publicado no Journal of Investigative Dermatology, o composto chamado 2-nonenal foi associado a mudanças no odor corporal relacionadas ao envelhecimento.
Os pesquisadores observaram que esse composto pode ser formado pela oxidação de determinados ácidos graxos presentes na superfície da pele. O achado ajuda a explicar uma possível mudança de odor com a idade, mas não significa que todas as pessoas desenvolvam o mesmo cheiro ou na mesma intensidade.
O que ajuda a controlar o cheiro corporal
Cuidados simples podem diminuir a umidade e a concentração de substâncias que favorecem o odor. Algumas medidas úteis incluem:
- tomar banho regularmente e secar bem as dobras da pele;
- trocar roupas úmidas ou suadas;
- preferir roupas leves e respiráveis;
- manter axilas, pés e outras áreas de maior transpiração secas;
- observar se algum hábito, alimento ou medicamento coincide com a mudança.

Quando a mudança merece investigação
Uma alteração gradual e discreta pode fazer parte das variações individuais. Já um cheiro novo, intenso, persistente ou que surgiu de repente merece avaliação, principalmente quando não melhora com os cuidados habituais.
Também é importante procurar orientação médica se a mudança vier acompanhada de sintomas como suor excessivo inesperado, febre, alterações importantes de peso, sede intensa, fraqueza ou outros sinais novos. Nesses casos, investigar a causa é mais adequado do que atribuir a diferença apenas à idade.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou a orientação de um médico.









