A disfunção erétil pode se tornar mais frequente com o avanço da idade, mas não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. Quando a dificuldade para conseguir ou manter uma ereção se repete, alterações na circulação, nos nervos, nos hormônios, alguns medicamentos e fatores emocionais podem estar envolvidos e muitas dessas causas podem ser tratadas.
O que pode causar disfunção erétil
Uma ereção depende da entrada adequada de sangue no pênis, de sinais nervosos, do equilíbrio hormonal e do estado emocional. Por isso, diferentes problemas de saúde e hábitos podem interferir nesse mecanismo.
Segundo o NIDDK, algumas causas e fatores associados à disfunção erétil incluem:
- diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares;
- alterações hormonais, como testosterona baixa;
- problemas que afetam os nervos;
- ansiedade, depressão e estresse;
- tabagismo, excesso de álcool e sedentarismo;
- uso de determinados medicamentos.
Remédios e hábitos merecem atenção

Antidepressivos, alguns medicamentos para pressão arterial, diuréticos, sedativos e outros remédios podem contribuir para dificuldades de ereção em algumas pessoas. No entanto, não se deve interromper nenhum tratamento por conta própria, pois a suspensão também pode trazer riscos.
Antes da consulta, vale observar fatores que podem ajudar o médico a identificar a causa:
- quando a dificuldade começou e com que frequência acontece;
- se ainda existem ereções espontâneas ou ao acordar;
- quais medicamentos e suplementos estão sendo usados;
- consumo de cigarro e bebidas alcoólicas;
- presença de estresse, ansiedade ou mudanças no desejo sexual.
O que um estudo científico mostra
Segundo a revisão Erectile dysfunction and cardiovascular risk: a review of current findings, publicada na Expert Review of Cardiovascular Therapy em 2020, a disfunção erétil está associada a doenças cardiovasculares e pode, em alguns casos, aparecer antes de manifestações cardiovasculares mais evidentes.
Isso não significa que toda falha de ereção indique um problema cardíaco, mas reforça a importância de avaliar fatores como pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo e saúde vascular quando o sintoma é persistente.

Quando procurar avaliação médica
Um episódio isolado pode ocorrer após cansaço, consumo de álcool ou períodos de tensão. Porém, quando a dificuldade para ter ou manter uma ereção acontece repetidamente, é indicado conversar com um médico para investigar causas físicas, emocionais e medicamentosas.
A avaliação pode incluir histórico de saúde, exame físico e, quando necessário, exames laboratoriais. Conheça também as principais causas e tratamentos da disfunção erétil.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









