Depois dos 60 anos, é mais comum ter a pele fina, seca e vulnerável a pequenos traumas. Por isso, até a retirada de um curativo adesivo pode remover a camada superficial da pele e causar uma pequena ferida. Na maioria das vezes, proteger o local e evitar novas agressões ajuda na recuperação, mas alguns sinais indicam necessidade de atendimento.
O envelhecimento reduz a elasticidade e modifica estruturas que dão resistência à pele. Com isso, atritos, esbarrões e forças de tração que antes seriam bem tolerados podem provocar hematomas ou rasgos, especialmente nas mãos, braços e pernas.
Por que o curativo pode arrancar a pele
O adesivo precisa se prender à superfície para manter o curativo no lugar. Em uma pele fina e frágil, porém, a força aplicada na retirada pode superar a resistência das camadas superficiais, provocando uma lesão conhecida como ruptura ou rasgo de pele.
O risco pode aumentar quando o adesivo é muito forte, permanece por vários dias ou é retirado de maneira brusca. A repetição de curativos no mesmo ponto também pode irritar e fragilizar ainda mais a região.
O que fazer se a pele machucar

O objetivo inicial é controlar eventual sangramento, manter a área limpa e evitar novos traumas. Feridas pequenas podem ser protegidas enquanto cicatrizam, mas é importante não puxar pedaços de pele que ainda estejam presos.
- Faça pressão suave com gaze ou pano limpo se houver sangramento.
- Limpe delicadamente a região sem esfregar.
- Não use álcool ou outros produtos irritantes diretamente na ferida.
- Evite colocar adesivo forte novamente sobre a pele lesionada.
- Proteja o local contra atrito e novas batidas.
Para entender melhor os sinais e cuidados com diferentes tipos de feridas na pele, é importante observar profundidade, sangramento e evolução da lesão.
Estudo avaliou lesões provocadas por fita adesiva
Segundo o estudo Skin injuries caused by medical adhesive tape in older people and associated factors, publicado no Journal of Clinical Nursing, pesquisadores acompanharam 155 pessoas com 65 anos ou mais que precisavam usar fita adesiva médica em uma instituição de cuidados prolongados.
Durante oito semanas, 24 participantes desenvolveram lesões em 34 locais. Os problemas incluíram dermatite de contato e trauma da pele, reforçando que adesivos médicos podem representar uma fonte de lesão em pessoas mais velhas.
Como reduzir novas agressões
A NHS England destaca que o cuidado ativo com a pele e a escolha adequada do curativo ajudam a prevenir rasgos de pele em pessoas mais velhas. Quando houver necessidade frequente de curativos, médico ou enfermeiro pode indicar opções menos traumáticas.
- Evite puxar o adesivo rapidamente ou para cima.
- Não reaplique fita repetidamente no mesmo ponto sem necessidade.
- Mantenha a pele ao redor hidratada quando houver orientação para isso.
- Peça orientação sobre curativos com adesivos mais suaves para pele frágil.

Quando procurar atendimento
Procure atendimento se a ferida for extensa, profunda ou continuar sangrando apesar da pressão suave. Também merecem avaliação dor crescente, vermelhidão que aumenta, inchaço, calor, secreção, mau cheiro ou febre, que podem indicar infecção.
Pessoas que usam anticoagulantes, têm diabetes, problemas de circulação ou apresentam feridas recorrentes também podem precisar de avaliação mais precoce para definir a melhor forma de proteger a pele.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação e a orientação de um médico ou outro profissional de saúde.









