Ver muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova costuma ser associado imediatamente ao estresse. Ele realmente pode desencadear uma queda difusa, mas não é a única explicação. Alterações da tireoide, deficiência de ferro com ferritina baixa e o período depois do parto também estão entre as causas que podem aumentar a queda dos fios. Quando o problema persiste, a avaliação com dermatologista ajuda a identificar o gatilho correto.
Por que o estresse pode fazer o cabelo cair?
Uma das causas de queda difusa é o eflúvio telógeno, situação em que uma quantidade maior de fios entra ao mesmo tempo na fase de repouso e depois cai. Estresse emocional importante, febre, cirurgias, doenças e perda rápida de peso podem funcionar como gatilhos. A queda nem sempre começa imediatamente e pode se tornar mais evidente alguns meses depois.
A American Academy of Dermatology explica que eventos estressantes podem provocar aumento temporário da queda dos fios. O Tua Saúde também reúne o estresse entre as principais causas de queda de cabelo, ao lado de alterações hormonais, nutricionais e outras condições.
Como a tireoide pode interferir na queda dos fios?
Os hormônios tireoidianos participam do metabolismo e influenciam o funcionamento dos folículos capilares. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem alterar o ciclo do cabelo e provocar afinamento ou queda mais espalhada pelo couro cabeludo.
Nesses casos, outros sintomas podem ajudar na investigação, como alterações de peso, cansaço, mudanças na frequência cardíaca, intestino mais preso ou acelerado e maior sensibilidade ao frio ou ao calor. Ainda assim, a queda de cabelo isolada não é suficiente para diagnosticar um problema na tireoide.

Ferritina baixa também pode causar queda de cabelo?
Sim. A ferritina é uma proteína usada como marcador das reservas de ferro do organismo. Quando há deficiência de ferro, pode ocorrer aumento da queda difusa, especialmente se também existirem anemia ou outros sinais de carência nutricional. Uma revisão clínica do DermNet inclui deficiência de ferro e distúrbios da tireoide entre os possíveis gatilhos do eflúvio telógeno.
Alguns sintomas que podem aparecer junto com deficiência de ferro incluem:
- cansaço e fraqueza;
- palidez;
- falta de ar aos esforços;
- unhas frágeis;
- queda difusa dos cabelos.
Isso não significa que toda queda exija suplementação. Tomar ferro por conta própria sem confirmar deficiência pode ser desnecessário e até prejudicial.
Por que o cabelo pode cair mais depois do parto?
A queda pós-parto é outro exemplo de eflúvio telógeno. Durante a gravidez, alterações hormonais mantêm uma proporção maior dos fios na fase de crescimento. Depois do nascimento do bebê, a queda dos níveis de estrogênio faz com que muitos desses fios passem para a fase de queda quase ao mesmo tempo.
A American Academy of Dermatology explica que essa queda costuma aparecer alguns meses após o parto e geralmente é temporária. Na maioria das mulheres, a densidade do cabelo melhora gradualmente conforme o ciclo capilar se normaliza.

Quais exames podem ajudar a descobrir a causa?
O dermatologista costuma começar examinando o couro cabeludo e avaliando o padrão da perda. Dependendo da história e dos sintomas, podem ser solicitados hemograma, ferritina e exames de função da tireoide, como TSH e T4 livre. Outros testes só são necessários quando existem pistas clínicas específicas.
Vale procurar avaliação principalmente quando a queda é intensa ou persistente, causa rarefação visível, aparece em placas, vem acompanhada de coceira ou alterações do couro cabeludo ou ocorre junto com outros sintomas. Identificar a causa é mais útil do que iniciar vitaminas, suplementos ou tratamentos capilares sem saber o que está provocando a perda dos fios.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico dermatologista.









