Pequenas pelinhas no pescoço, nas axilas ou em outras dobras da pele costumam ser acrocórdons, também conhecidos como skin tags. Na maioria das vezes, são alterações benignas, mas quando aparecem em grande quantidade podem ser mais frequentes em pessoas com diabetes, resistência à insulina ou síndrome metabólica.
Isso não significa que essas lesões permitam diagnosticar glicose alta apenas olhando para a pele. Elas funcionam, no máximo, como um sinal que pode justificar a revisão dos exames quando existem outros fatores de risco, como excesso de peso, histórico familiar de diabetes ou alterações anteriores da glicemia.
O que são essas pequenas pelinhas
Os acrocórdons são pequenas projeções macias da pele que aparecem principalmente em regiões de atrito. A Academia Americana de Dermatologia explica que eles são comuns no pescoço, axilas, pálpebras e virilha e, em geral, não representam perigo.
Eles podem ter a mesma cor da pele ou ser um pouco mais escuros e frequentemente ficam presos por uma pequena haste. Atrito entre a pele, roupas ou acessórios pode facilitar seu aparecimento.

Quando pode valer a pena conferir a glicose
Ter um ou poucos acrocórdons é bastante comum. A presença de muitas lesões, porém, tem sido associada com maior frequência a algumas alterações metabólicas.
- resistência à insulina;
- diabetes tipo 2;
- obesidade;
- síndrome metabólica;
- alterações de colesterol e triglicerídeos.
Por isso, quem apresenta muitas lesões e também possui outros fatores de risco pode conversar com o médico sobre exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Veja também quais são os sintomas de diabetes.
Estudo encontrou relação com resistência à insulina
Um estudo chamado Association between skin tags and insulin resistance, publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, comparou pessoas com mais de cinco acrocórdons no pescoço ou nas axilas com participantes sem essa característica.
Os pesquisadores encontraram uma associação significativa entre múltiplos acrocórdons e níveis mais elevados de resistência à insulina, mesmo após considerar outros fatores de risco. O Association between skin tags and insulin resistance.
Não tente arrancar ou cortar em casa
Embora sejam benignos, os acrocórdons podem sangrar e infeccionar quando manipulados de maneira inadequada. Por isso, não é recomendado tentar removê-los com tesoura, lâmina, linha ou produtos químicos caseiros.
- não cortar ou perfurar a lesão;
- não amarrar a base com linha;
- não aplicar ácidos ou produtos para verrugas sem orientação;
- procurar um dermatologista quando houver incômodo ou dúvida sobre o diagnóstico.
Quando necessário, o dermatologista pode remover o acrocórdon com técnicas apropriadas e verificar se a lesão realmente apresenta as características esperadas.

Quando a aparência merece mais atenção
Acrocórdons típicos costumam crescer lentamente e permanecer indolores. Uma lesão que cresce rapidamente, muda muito de aparência, dói ou sangra sem ter sido machucada deve ser examinada por um profissional.
Além disso, muitas pelinhas acompanhadas de outros sinais metabólicos podem ser um bom motivo para revisar a glicose e outros exames. O diagnóstico de diabetes, entretanto, depende de exames laboratoriais e não da aparência da pele.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento realizado por um médico.








