Quem vai doar sangue pela primeira vez não precisa chegar ao hemocentro em jejum. O preparo começa antes, com uma boa noite de sono, alimentação adequada e a separação de um documento oficial com foto. Mesmo cumprindo esses cuidados, porém, a doação só é realizada após uma triagem individual, porque medicamentos, doenças recentes, procedimentos e outras situações podem alterar temporariamente a aptidão.
Precisa estar em jejum para doar sangue?
Não. O Ministério da Saúde orienta que o candidato esteja alimentado e descansado. A recomendação é evitar alimentos muito gordurosos nas horas que antecedem a coleta, já que refeições desse tipo podem interferir no processo. O próprio Ministério da Saúde esclarece que o jejum não é necessário.
Na prática, uma refeição leve antes de sair de casa costuma ser mais adequada do que passar várias horas sem comer. Para quem pretende doar depois do almoço, o intervalo necessário pode variar conforme a composição da refeição e as orientações do serviço de hemoterapia.
O que levar e como se preparar no dia?
Alguns cuidados simples ajudam a evitar que a pessoa chegue ao hemocentro sem cumprir requisitos básicos para iniciar a avaliação.
- Durma pelo menos 6 horas: essa é uma das orientações básicas do Ministério da Saúde para as 24 horas anteriores à doação.
- Alimente-se normalmente: evite jejum e dê preferência a refeições mais leves antes da coleta.
- Evite excesso de gordura: alimentos muito gordurosos devem ser evitados nas horas anteriores à doação.
- Leve documento com foto: é necessário apresentar identificação oficial, e o Ministério da Saúde informa que documentos digitais com foto também podem ser aceitos.
- Informe medicamentos e problemas de saúde: mesmo situações que parecem simples podem modificar temporariamente a possibilidade de doar.
Entre os requisitos gerais estão pesar pelo menos 50 kg e atender aos critérios de idade previstos para a doação. Para entender melhor todo o procedimento, veja também como funciona a doação de sangue.

O que acontece na triagem antes da coleta?
Chegar ao hemocentro não significa que a bolsa de sangue será coletada imediatamente. O processo inclui cadastro, avaliação de sinais vitais, teste para verificar a presença de anemia e entrevista clínica sobre saúde, hábitos e situações recentes que possam interferir na segurança da doação. O procedimento completo costuma levar cerca de 40 minutos.
A entrevista é importante tanto para proteger quem doa quanto quem receberá o sangue. Cirurgias, infecções recentes, uso de alguns medicamentos, viagens, vacinas e determinados procedimentos podem exigir adiamento, e os critérios não devem ser avaliados apenas pela própria pessoa antes de sair de casa.
Para entender por que algumas condições podem adiar ou impedir a coleta, veja mais informações sobre quem pode e quem não pode doar sangue.
O que pode impedir a doação mesmo se a pessoa estiver se sentindo bem?
A ausência de sintomas no dia não garante, sozinha, que a pessoa esteja apta. Algumas situações precisam ser identificadas na triagem.
- Infecções ou febre recentes: podem exigir um período de espera mesmo depois da melhora.
- Uso de medicamentos: a avaliação depende do remédio, do motivo do tratamento e do estado de saúde.
- Vacinas recentes: alguns imunizantes exigem intervalo antes da doação.
- Tatuagens, piercings ou procedimentos recentes: podem gerar inaptidão temporária conforme as circunstâncias.
- Procedimentos médicos ou odontológicos: cirurgias, exames invasivos e extrações dentárias podem exigir adiamento.
- Alterações na hemoglobina: o teste feito antes da coleta pode identificar anemia ou valores inadequados para a doação.
As regras podem mudar conforme o histórico individual e normas atualizadas do serviço de hemoterapia. Em 2026, por exemplo, o Ministério da Saúde publicou orientação específica para candidatos que utilizam agonistas do receptor de GLP-1, mostrando por que informar todos os medicamentos na triagem é importante.

O que fazer se surgir dúvida antes de ir ao hemocentro?
Quem teve alguma doença recentemente, iniciou um medicamento, passou por cirurgia, fez tatuagem, tomou vacina ou tem qualquer dúvida sobre sua condição deve consultar previamente as orientações do hemocentro ou do Ministério da Saúde. Isso evita deslocamentos desnecessários, mas a decisão definitiva continua sendo feita durante a avaliação no serviço.
A aptidão para doar sangue é sempre individual. Quem apresenta sintomas, doença recente ou alguma condição que possa interferir na doação deve informar a equipe de saúde e seguir a orientação profissional antes de realizar a coleta.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui avaliação ou orientação individualizada de profissionais de saúde e do serviço de hemoterapia.








