A densitometria mede a densidade óssea e ajuda a identificar osteoporose e estimar o risco de fraturas, mas não é um exame que todo adulto de meia-idade precisa fazer automaticamente. A decisão depende principalmente da idade, menopausa, histórico de saúde, medicamentos utilizados e outros fatores que aumentam o risco de perda óssea.
Quem costuma ter indicação de densitometria
A densitometria por DXA utiliza baixa dose de radiação para medir a densidade mineral dos ossos, geralmente no quadril e na coluna. O resultado é analisado junto com outros fatores que influenciam a possibilidade de uma fratura.
A U.S. Preventive Services Task Force recomenda o rastreamento de mulheres a partir dos 65 anos e de mulheres mais jovens após a menopausa quando uma avaliação clínica indicar risco aumentado de fratura.
Quais fatores podem antecipar a conversa

Em mulheres após a menopausa e com menos de 65 anos, o médico pode considerar características que aumentam o risco antes de indicar o exame. Entre elas estão:
- baixo peso corporal;
- pai ou mãe com histórico de fratura de quadril;
- tabagismo;
- consumo excessivo de álcool;
- uso prolongado de corticoides ou doenças associadas à perda óssea.
Esses fatores não significam que a pessoa tenha osteoporose. Eles ajudam a decidir se uma avaliação de risco e a densitometria óssea podem ser apropriadas naquele momento.
Estudo mostrou benefício do rastreamento em mulheres
Segundo a revisão sistemática Screening for Osteoporosis to Prevent Fractures: A Systematic Evidence Review for the US Preventive Services Task Force, publicada no JAMA em 2025, estratégias de rastreamento foram associadas à redução de fraturas em mulheres mais velhas e com maior risco.
A Screening for Osteoporosis to Prevent Fractures: A Systematic Evidence Review for the US Preventive Services Task Force reuniu três ensaios clínicos com mais de 42 mil participantes e encontrou redução do risco de fratura de quadril e de fraturas osteoporóticas importantes. Os estudos avaliaram estratégias que combinavam estimativa de risco e densidade mineral óssea, e não apenas a densitometria isoladamente.
Quando vale perguntar ao médico sobre o exame
Mesmo fora de uma faixa etária de rastreamento rotineiro, algumas situações justificam discutir a saúde dos ossos com um profissional. Vale mencionar especialmente:
- histórico de fratura após trauma leve;
- menopausa associada a outros fatores de risco;
- uso prolongado de medicamentos que reduzem a massa óssea;
- doenças que favorecem osteoporose secundária;
- histórico familiar relevante de osteoporose ou fratura.
Nessas situações, a indicação pode seguir critérios diferentes dos utilizados no rastreamento de pessoas sem doenças ou fatores específicos.

O exame não segue a mesma regra para todos
Para homens, a USPSTF considera atualmente insuficientes as evidências para recomendar a favor ou contra o rastreamento rotineiro, enquanto outras entidades médicas adotam critérios próprios. Por isso, idade isolada nem sempre responde quando fazer o exame.
A melhor decisão considera risco individual de osteoporose e fratura, além das recomendações aplicáveis a cada grupo. Quem possui fatores de risco deve conversar com o médico para definir se a densitometria é necessária e qual é o momento adequado.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um médico.









