Durante uma crise de ansiedade já reconhecida, coração acelerado, respiração rápida, tontura e sensação de aperto podem aparecer de forma intensa. Permanecer em um local seguro e respirar de maneira lenta pode ajudar enquanto o episódio passa, mas sintomas novos, muito diferentes do habitual ou recorrentes não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade.
Por que o coração acelera durante uma crise de ansiedade
Em momentos de medo ou ansiedade intensa, o organismo ativa uma resposta de alerta que pode aumentar os batimentos e modificar a respiração. Também podem surgir suor, tremores, falta de ar, tontura e desconforto no peito.
Segundo o NHS, durante um ataque de pânico já reconhecido pode ajudar permanecer onde está, quando possível, e respirar lenta e profundamente. Os sintomas, porém, podem se parecer com manifestações de outros problemas de saúde.
Como respirar quando a crise já é conhecida

O objetivo não é puxar o máximo de ar possível, mas desacelerar a respiração e reduzir o ritmo acelerado que pode acompanhar a ansiedade. Algumas medidas simples podem ajudar:
- permaneça sentado ou em um local onde se sinta seguro;
- inspire devagar pelo nariz e expire lentamente pela boca;
- tente deixar a expiração acontecer sem pressa;
- relaxe ombros, mandíbula e mãos enquanto respira;
- evite respirar rapidamente dentro de sacos ou recipientes.
O que um estudo científico mostra sobre a respiração
Segundo a revisão e metanálise Respiratory therapy for the treatment of anxiety: meta-analytic review and regression, publicada na Clinical Psychology Review em 2021, intervenções voltadas à respiração foram associadas à redução de sintomas de ansiedade nos 40 ensaios clínicos analisados.
Os resultados variaram entre os estudos, e os autores ressaltam que técnicas respiratórias não substituem necessariamente outros tratamentos. Na prática, a respiração pode ser uma estratégia de apoio durante uma crise de ansiedade, sem dispensar avaliação quando os episódios são frequentes.
Quais sintomas não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade
Palpitação, dor no peito, falta de ar e tontura também aparecem em problemas cardíacos, respiratórios e outras condições. É importante observar especialmente quando o episódio não se parece com as crises habituais.
- dor no peito nova, intensa ou persistente;
- falta de ar muito diferente do padrão habitual;
- desmaio ou sensação intensa de que vai desmaiar;
- palpitação prolongada ou com ritmo muito irregular;
- sintomas recorrentes sem um diagnóstico ou gatilho conhecido.

Quando procurar avaliação médica
Uma crise que acontece pela primeira vez, muda de padrão ou se repete com frequência merece avaliação. Conhecer os sintomas e as opções de cuidado para a crise de ansiedade pode ajudar, mas não é seguro concluir por conta própria que toda palpitação ou dor no peito tem origem emocional.
Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio ou piora rápida exigem atendimento imediato, especialmente quando os sintomas são novos ou diferentes do habitual. Nessas situações, técnicas de respiração não devem atrasar a procura por assistência.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









