O plasma rico plaquetas, conhecido como PRP, é um tratamento feito a partir do próprio sangue da pessoa e estudado para aliviar dor e melhorar a função em casos de desgaste do joelho. A técnica desperta interesse porque tenta usar fatores de crescimento das plaquetas para modular inflamação e sintomas da osteoartrite, mas seus resultados ainda dependem do tipo de PRP, do grau da doença e da indicação correta.
Como o PRP é feito
No PRP, uma pequena quantidade de sangue é coletada e centrifugada para concentrar as plaquetas. Depois, esse material é aplicado no joelho por injeção intra-articular, geralmente em ambiente clínico e com técnica estéril.
As plaquetas liberam substâncias chamadas fatores de crescimento, que podem influenciar inflamação, dor e reparo tecidual. Ainda assim, o PRP não deve ser entendido como regeneração garantida da cartilagem.

O estudo científico sobre plasma rico plaquetas
Segundo a revisão narrativa abrangente Platelet-Rich Plasma for Knee Osteoarthritis, publicada no Journal of Clinical Medicine, foram analisadas evidências de 40 estudos de alta qualidade publicados entre 2013 e março de 2025, incluindo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises.
O artigo concluiu que o PRP, especialmente o tipo com poucos leucócitos, parece ser uma opção promissora e bem tolerada para osteoartrite leve a moderada do joelho. Porém, os autores ressaltaram que a falta de padronização nas preparações e nos protocolos dificulta comparar os resultados.
Quando pode funcionar melhor
A resposta tende a ser mais favorável em pessoas com desgaste leve a moderado, dor persistente e sem deformidade avançada. Em casos muito graves, com perda importante de cartilagem, o benefício pode ser menor.
- Pode ajudar a reduzir dor no joelho em alguns pacientes;
- Pode melhorar função, caminhada e atividades do dia a dia;
- O efeito costuma ser avaliado ao longo de semanas ou meses;
- Não substitui perda de peso, fortalecimento e fisioterapia;
- Não é solução definitiva para todos os casos de artrose.
Por que os resultados variam
Nem todo PRP é igual. A concentração de plaquetas, a presença de leucócitos, o número de aplicações, o intervalo entre as injeções e até a forma de ativação podem mudar o resultado clínico.
Além disso, fatores como idade, peso, grau da osteoartrite, alinhamento do joelho, nível de atividade física e presença de inflamação também influenciam a resposta ao tratamento.

Cuidados antes de considerar
Antes de fazer PRP, é importante confirmar o diagnóstico e discutir expectativas realistas com ortopedista ou médico habilitado. Dor no joelho pode ter causas diferentes, como lesão de menisco, tendinite, bursite ou artrite inflamatória.
- Evite promessas de “cura” ou regeneração garantida;
- Informe uso de anticoagulantes ou anti-inflamatórios;
- Questione qual tipo de PRP será usado e quantas aplicações estão previstas;
- Procure serviço com técnica estéril e profissional qualificado;
- Veja também o guia do Tua Saúde sobre plasma rico em plaquetas.
O PRP pode ser uma alternativa complementar para alguns casos de desgaste do joelho, mas a decisão deve considerar exames, sintomas, limitações funcionais e tratamentos já tentados.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou ortopedista.









