Barriga inchada, gases frequentes e desconforto após comer nem sempre são apenas má digestão. Em alguns casos, esses sintomas podem estar ligados ao SIBO intestino, sigla em inglês para supercrescimento bacteriano no intestino delgado, quando bactérias crescem em excesso em uma região onde deveriam estar em menor quantidade.
O que é SIBO
No SIBO, o excesso de bactérias no intestino delgado fermenta alimentos antes da hora, produzindo gases e irritando o trato digestivo. Isso pode causar distensão abdominal, dor, arrotos, diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois.
Segundo a Cleveland Clinic, o quadro também pode atrapalhar a absorção de nutrientes quando não é identificado e tratado corretamente.
Sintomas que merecem atenção
Os sinais do SIBO podem parecer comuns, por isso muitas pessoas passam meses tratando apenas “gases” ou “intestino irritável”. O alerta aumenta quando os sintomas são recorrentes e pioram após refeições.
- Barriga inchada, mesmo comendo pouco;
- Gases, arrotos e sensação de fermentação;
- Dor ou cólicas abdominais;
- Diarreia, constipação ou alternância entre os dois;
- Cansaço, perda de peso ou sinais de deficiência nutricional.

Estudo científico sobre SIBO intestino
Segundo a revisão científica Aetiology, diagnosis and management of small intestinal bacterial overgrowth, publicada na Frontline Gastroenterology, o SIBO é caracterizado por excesso de bactérias no intestino delgado e pode causar dor abdominal, inchaço e mudanças no hábito intestinal.
A revisão destaca que o diagnóstico deve considerar sintomas e fatores de risco, como alterações da motilidade intestinal, cirurgias, mudanças anatômicas, baixa acidez gástrica, imunidade comprometida e doenças que afetam o intestino.
Como o diagnóstico é feito
O diagnóstico pode envolver avaliação clínica, histórico de saúde e testes respiratórios, que medem gases como hidrogênio e metano após a ingestão de um substrato. Em alguns casos, o médico pode investigar doenças associadas antes de definir o tratamento.
- Teste respiratório com lactulose ou glicose;
- Investigação de intolerâncias alimentares;
- Avaliação de doença celíaca, intestino irritável ou doença inflamatória intestinal;
- Exames para deficiências nutricionais, quando houver suspeita;
- Análise de medicamentos e histórico de cirurgias digestivas.

Tratamento sem automedicação
O tratamento depende da causa e pode incluir antibióticos prescritos, ajuste alimentar temporário, manejo de doenças associadas e correção de deficiências nutricionais. Para entender melhor sintomas, diagnóstico e opções de tratamento, veja o guia do Tua Saúde sobre supercrescimento bacteriano no intestino delgado.
Dietas muito restritivas, probióticos ou suplementos usados por conta própria podem piorar sintomas ou atrasar o diagnóstico de outras condições. Quando gases e barriga inchada são persistentes, o mais seguro é procurar um gastroenterologista.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou gastroenterologista.









