O consumo de café sem açúcar voltou a chamar atenção quando o assunto é café fígado e risco metabólico. Um estudo recente investigou se diferentes tipos de café, com ou sem açúcar e cafeína, poderiam ter relação com menor risco de gordura no fígado associada a alterações metabólicas.
O que é fígado gorduroso metabólico
O fígado gorduroso metabólico, hoje chamado de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, acontece quando há acúmulo de gordura no fígado junto de fatores como obesidade, diabetes, colesterol alto ou pressão alta.
Em muitos casos, a condição não causa sintomas no início. Por isso, pode ser descoberta em exames de rotina, alterações nas enzimas do fígado ou ultrassom abdominal.
Por que o café entrou nessa discussão
O café contém compostos bioativos, como polifenóis e cafeína, que podem influenciar inflamação, metabolismo da glicose e gordura no fígado. No entanto, o efeito pode mudar quando a bebida recebe açúcar, adoçantes ou acompanhamentos calóricos.
- Café sem açúcar evita o acréscimo de calorias e açúcar livre;
- Café com açúcar pode aumentar a carga glicêmica da rotina;
- Bebidas prontas com xaropes e cremes podem ter muito sódio, gordura e açúcar;
- A cafeína pode não ser adequada para pessoas com ansiedade, insônia ou arritmias;
- O benefício depende do conjunto da alimentação, não só da bebida isolada.
Para quem já tem gordura no fígado, também é importante priorizar perda de peso quando indicada, atividade física, controle da glicemia e menor consumo de ultraprocessados.

O que diz um estudo científico
Segundo o estudo de coorte prospectivo Different types of sweetened coffee consumption, genetic predictor of gut microbe, and the risk of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease, publicado no Nutrition Journal em 2026, o consumo de mais de 2,5 porções por dia de café sem açúcar foi associado a menor risco de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica.
A pesquisa acompanhou 185.437 participantes do UK Biobank por mediana de 10,49 anos e registrou 1.536 casos da doença. O estudo também avaliou marcadores genéticos ligados à microbiota intestinal e ao risco da doença, mas não encontrou interação significativa, sugerindo que a associação observada foi semelhante entre diferentes perfis genéticos avaliados.
Como tomar café sem exageros
O ponto principal não é transformar o café em tratamento, mas ajustar a forma de consumo. Para muita gente, retirar açúcar aos poucos já reduz calorias líquidas e ajuda no controle metabólico.
- Reduza o açúcar gradualmente, em vez de cortar tudo de uma vez;
- Evite bebidas tipo sobremesa, com chantilly, caldas e leite condensado;
- Prefira café coado, expresso ou com leite sem açúcar;
- Evite tomar café perto da hora de dormir;
- Converse com um profissional se tiver refluxo, gastrite, palpitações ou insônia.
Para entender melhor sintomas, causas e cuidados, veja também este conteúdo sobre gordura no fígado.

O que muda na prática
Na prática, a relação entre café fígado parece mais favorável quando a bebida é consumida sem açúcar e dentro de uma rotina saudável. Ainda assim, o estudo mostra associação, não prova que o café sozinho previne ou trata gordura no fígado.
Quem tem diabetes, hipertensão, colesterol alto ou gordura no fígado deve seguir acompanhamento médico e nutricional. O café pode fazer parte da rotina, mas não substitui alimentação equilibrada, exercícios, sono adequado e exames de controle.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









