A queda de cabelo intensa em mulheres pode ter várias causas, como estresse, pós-parto, alterações hormonais, dietas restritivas e doenças da tireoide. Mas um marcador de ferro, a ferritina, voltou ao radar porque pode estar baixo mesmo antes de a anemia ficar evidente.
Por que a ferritina importa para o cabelo
A ferritina indica as reservas de ferro do organismo. Quando está baixa, o corpo pode priorizar funções essenciais e reduzir o suporte para estruturas como os fios, favorecendo queda difusa, afinamento e menor recuperação do ciclo capilar.
Isso é importante porque a queda por eflúvio telógeno costuma aparecer de forma espalhada, sem falhas redondas no couro cabeludo. Em muitos casos, a mulher percebe mais fios no banho, no travesseiro, na escova ou ao prender o cabelo.
Sinais que merecem atenção
A queda diária de alguns fios é normal, mas mudanças bruscas no volume ou na densidade do cabelo devem ser observadas. A suspeita aumenta quando a queda vem acompanhada de sinais que podem sugerir baixa reserva de ferro.
- Queda intensa e difusa, sem uma área única de falha;
- Fios caindo em grande quantidade ao lavar ou pentear;
- Cansaço, fraqueza ou falta de disposição;
- Unhas frágeis, palidez ou tontura;
- Menstruação muito intensa ou prolongada;
- Dietas restritivas, vegetarianismo sem planejamento ou baixa ingestão de ferro.
Veja também as principais causas de queda de cabelo e quando procurar avaliação.

O que o estudo de 2025 mostrou sobre ferritina
Segundo o estudo transversal comparativo Assessment of Serum Ferritin Levels in Female Patients With Telogen Effluvium, publicado na revista Cureus, mulheres com eflúvio telógeno apresentaram níveis médios de ferritina significativamente menores do que mulheres do grupo controle.
O estudo avaliou 100 participantes, sendo 50 com eflúvio telógeno e 50 saudáveis. A ferritina média foi de 24,30 ng/mL no grupo com queda de cabelo e 44,78 ng/mL no grupo controle, reforçando a ferritina como possível marcador útil na investigação de queda difusa em mulheres.
Quem tem maior risco de ferritina baixa
A ferritina baixa pode acontecer por baixa ingestão de ferro, aumento das perdas ou dificuldade de absorção. Em mulheres, alguns fatores tornam essa investigação ainda mais relevante.
- Menstruação intensa ou ciclos muito frequentes;
- Pós-parto recente ou amamentação;
- Dietas muito restritivas ou baixa ingestão de carnes, feijões e vegetais verde-escuros;
- Cirurgia bariátrica ou doenças intestinais que reduzem absorção;
- Uso prolongado de medicamentos que afetam o estômago;
- Histórico de anemia, cansaço persistente ou queda recorrente.

Quando procurar avaliação
É recomendado procurar um dermatologista ou clínico quando a queda dura mais de 2 a 3 meses, surge de forma intensa, causa rarefação visível ou vem junto com cansaço, menstruação intensa, perda de peso, coceira, descamação ou falhas no couro cabeludo.
A avaliação pode incluir ferritina, hemograma, ferro, vitamina B12, vitamina D, TSH e outros exames conforme a história clínica. A reposição de ferro só deve ser feita com orientação, porque o excesso também pode causar riscos e nem toda queda de cabelo é causada por ferritina baixa.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









