A cicatrização lenta pode acontecer por atrito, infecção local, diabetes ou má circulação, mas também pode indicar que o corpo não está recebendo nutrientes essenciais para reparar a pele. Quando uma ferida pequena demora a fechar, abre novamente ou forma tecido frágil, vale observar a alimentação e procurar avaliação, especialmente se o problema se repete.
Quando a ferida deixa de ser comum
Uma escoriação simples costuma melhorar progressivamente em poucos dias. O alerta surge quando a ferida fica parada, aumenta de tamanho, apresenta secreção, mau cheiro, vermelhidão ao redor ou dor crescente.
O NIH Office of Dietary Supplements destaca que o zinco participa da função imunológica, síntese de proteínas, produção de DNA, divisão celular e cicatrização de feridas. Por isso, sua deficiência pode comprometer etapas importantes do reparo da pele.
Nutrientes que ajudam a pele a fechar
A cicatrização depende de energia, formação de colágeno, controle da inflamação e defesa contra microrganismos. Quando falta matéria-prima, o processo pode ficar mais lento e menos eficiente.
- Zinco, importante para renovação celular e imunidade;
- Vitamina C, essencial para a formação de colágeno;
- Proteínas, necessárias para construir novos tecidos;
- Ferro, que ajuda no transporte de oxigênio até a região lesionada;
- Vitamina A, ligada à renovação da pele e resposta inflamatória.

Estudo científico sobre zinco e feridas
O zinco tem recebido atenção porque atua em várias fases da cicatrização, desde a resposta imune até a formação de novo tecido. Esse papel é especialmente importante em pessoas com feridas crônicas, má nutrição, doenças intestinais ou maior perda de nutrientes.
Segundo a revisão científica Zinc in Wound Healing Modulation, publicada na revista Nutrients, a deficiência de zinco está associada à cicatrização lenta, e a correção da deficiência pode favorecer o reparo tecidual. A revisão também reforça que suplementar sem necessidade não é o mesmo que tratar uma deficiência confirmada.
Quem precisa ficar mais atento
Algumas pessoas têm maior risco de deficiência nutricional ou de cicatrização difícil. Nesses casos, uma ferida que demora a fechar deve ser avaliada com mais cuidado.
- Pessoas com diabetes, doença renal ou doença inflamatória intestinal;
- Quem passou por cirurgia bariátrica ou tem má absorção intestinal;
- Idosos com baixa ingestão de proteínas e calorias;
- Vegetarianos ou veganos com dieta pouco planejada;
- Pessoas com feridas recorrentes, úlceras, queimaduras ou pós-operatório.

Como investigar e cuidar melhor
O tratamento depende da causa. O médico pode avaliar sinais de infecção, circulação, glicemia, uso de medicamentos e solicitar exames como hemograma, ferritina, albumina, vitamina B12, vitamina D, zinco e outros conforme o caso.
Na alimentação, vale priorizar refeições com proteínas, frutas ricas em vitamina C, verduras, leguminosas, sementes e fontes de zinco. Para conhecer opções práticas, veja também este conteúdo sobre alimentos que ajudam na cicatrização.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









