A queda de cabelo mais intensa pode estar relacionada à deficiência de vitamina D, do complexo B (em especial a biotina) e de minerais como ferro e zinco, nutrientes essenciais para o ciclo de crescimento dos fios. Ainda assim, é importante lembrar que a perda capilar tem múltiplas causas, que vão de fatores hormonais e genéticos a estresse, doenças autoimunes e uso de medicamentos. Por isso, só uma avaliação dermatológica é capaz de identificar a origem real do problema e indicar o tratamento adequado para cada caso.
Como a deficiência de vitamina D afeta os fios?
A vitamina D participa da renovação celular dos folículos capilares e atua na regulação do ciclo de crescimento do cabelo. Quando seus níveis estão baixos, os folículos podem entrar em fase de repouso antes do tempo, intensificando a queda difusa.
A principal fonte é a exposição solar moderada, complementada por alimentos como peixes gordurosos, gema de ovo e produtos enriquecidos. A suplementação só deve ser feita após confirmação por exame de sangue e indicação médica, já que o excesso pode causar efeitos adversos.
Qual é o papel do ferro e da ferritina na saúde capilar?
O ferro é essencial para o transporte de oxigênio até as células dos folículos capilares, e a ferritina é a proteína que armazena esse mineral no organismo. Quando os estoques estão baixos, mesmo sem anemia confirmada, os fios podem afinar, perder volume e cair com mais facilidade.
Mulheres em idade fértil, gestantes, vegetarianas e pessoas com dietas restritivas estão entre os grupos mais vulneráveis. A reposição depende de avaliação clínica e laboratorial, já que o excesso de ferro também pode trazer prejuízos para a saúde.

Quais outras vitaminas e minerais influenciam o crescimento do cabelo?
Além da vitamina D e do ferro, outros nutrientes participam diretamente da formação e da resistência dos fios. Conheça os principais e suas funções:
- Biotina (vitamina B7): contribui para a produção de queratina, proteína que forma os fios;
- Zinco: participa da divisão celular e da síntese proteica nos folículos capilares;
- Vitamina C: melhora a absorção do ferro e atua na produção de colágeno;
- Vitamina A: ajuda na manutenção do couro cabeludo, mas em excesso pode piorar a queda;
- Vitamina E: tem ação antioxidante e favorece a circulação no couro cabeludo;
- Selênio: participa de reações antioxidantes que protegem os folículos;
- Proteínas: fornecem aminoácidos essenciais para a estrutura dos fios.
Esses nutrientes atuam de forma integrada e dependem de uma alimentação variada. Dietas muito restritivas, perda de peso rápida e fases como pós-parto podem favorecer carências nutricionais que se refletem nos fios e contribuem para a queda de cabelo.

O que diz a ciência sobre vitaminas e queda de cabelo?
As evidências científicas mostram que algumas deficiências nutricionais podem agravar a perda capilar, ainda que não sejam a única causa. Segundo a revisão The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss A Review, publicada na revista Dermatology and Therapy, deficiências de ferro, vitamina D, zinco e selênio estão associadas a formas não cicatriciais de alopecia, e a correção dessas carências pode beneficiar pacientes com diagnóstico confirmado.
Os autores também alertam que o uso de suplementos sem indicação pode ser ineficaz e, em alguns casos, prejudicial, especialmente quando envolve vitaminas A, E e selênio em altas doses. Por isso, antes de iniciar qualquer reposição, o ideal é investigar a causa real da queda com exames e exames de sangue específicos solicitados por um profissional.
Quando procurar um dermatologista para investigar a causa?
Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação dermatológica para identificar a origem da queda capilar:
- Queda persistente por mais de três meses ou em quantidade muito acima do habitual;
- Surgimento de falhas localizadas no couro cabeludo;
- Afinamento progressivo dos fios e perda de volume;
- Couro cabeludo com coceira, vermelhidão, descamação ou sensibilidade;
- Queda associada a cansaço, palidez, unhas fracas ou alterações menstruais;
- Histórico familiar de alopecia ou doenças autoimunes;
- Queda após dietas restritivas, gravidez, cirurgias ou episódios de estresse intenso.
O dermatologista é o profissional indicado para investigar as causas, solicitar exames e definir o tratamento, que pode envolver mudanças na alimentação, reposição nutricional, medicamentos ou procedimentos específicos. A automedicação e o uso de suplementos sem avaliação podem mascarar outras condições e atrasar o diagnóstico correto.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um médico ou outro profissional de saúde qualificado. Sempre procure orientação médica para investigar sintomas e definir condutas adequadas ao seu caso.









