Unhas que quebram com facilidade e fios que caem mais do que o habitual são queixas comuns que costumam ser tratadas apenas com esmaltes fortalecedores ou produtos cosméticos. Em muitos casos, no entanto, esses sintomas indicam algo mais profundo: deficiências nutricionais que afetam a formação de queratina e o ciclo de crescimento dos folículos. Investigar vitaminas e minerais ajuda a identificar o que falta no organismo e a corrigir a causa real, em vez de mascarar os sinais externos.
Por que unhas e cabelo refletem a saúde nutricional?
O cabelo e as unhas são formados principalmente por queratina, uma proteína cuja produção depende de um conjunto de vitaminas e minerais. Quando algum desses nutrientes está em falta, a estrutura fica fragilizada e os sintomas aparecem na superfície, muitas vezes antes de outras manifestações clínicas.
Esses tecidos têm uma renovação celular intensa, o que os torna sensíveis a pequenas alterações nutricionais. Por isso, mudanças na textura das unhas, queda capilar acima do normal ou crescimento mais lento podem ser os primeiros sinais de uma carência que ainda não foi detectada em exames de rotina.
Quais deficiências são mais associadas a esses sintomas?
Algumas vitaminas e minerais se destacam pelo papel direto na saúde dos cabelos e das unhas. A deficiência costuma surgir em pessoas com dietas restritivas, doenças intestinais, perda de peso rápida ou uso prolongado de certos medicamentos.
Entre as principais carências envolvidas estão:

Quando vale a pena fazer exames?
A investigação laboratorial é indicada quando a queda de cabelo persiste por mais de três meses, quando há quebra frequente das unhas ou quando esses sintomas vêm acompanhados de outros sinais. Pessoas em grupos de risco devem buscar avaliação ainda mais cedo.
Sinais que reforçam a necessidade de exames incluem:
- Cansaço persistente e palidez na pele
- Ressecamento ou descamação cutânea
- Língua dolorida ou inflamação na boca
- Histórico de dietas restritivas ou cirurgia bariátrica
- Doenças intestinais que afetem a absorção
- Perda de peso sem motivo aparente
O que diz a ciência sobre nutrientes e queda capilar?
A relação entre micronutrientes e saúde capilar tem sido amplamente estudada na dermatologia. Segundo a revisão The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss, publicada na revista Dermatology and Therapy, vitaminas e minerais como vitamina D, ferro, zinco, biotina, vitamina B12 e selênio têm papel direto no ciclo do folículo piloso e na função das células que se renovam constantemente nos cabelos e nas unhas.
A revisão destaca que a deficiência desses nutrientes pode representar um fator de risco modificável associado ao desenvolvimento da queda capilar, mas alerta que a suplementação só traz benefícios reais quando há carência confirmada por exames. O uso indiscriminado de biotina, por exemplo, não melhora a saúde de quem já tem níveis adequados e ainda pode interferir em resultados laboratoriais.

Como uma alimentação equilibrada ajuda na recuperação?
A maioria das deficiências pode ser corrigida com mudanças simples no cardápio, que devem ser orientadas por um nutricionista. Combinar fontes de proteínas, vitaminas e minerais é a base para fortalecer cabelos e unhas a longo prazo, conforme as recomendações de uma alimentação para combater a queda de cabelo.
Entre os alimentos mais indicados estão:
- Carnes magras, ovos e peixes, fontes de proteína e ferro
- Folhas verde-escuras como espinafre e couve
- Castanhas, sementes e oleaginosas, ricas em zinco e selênio
- Frutas cítricas, que ajudam na absorção do ferro
- Salmão, sardinha e atum, fontes de ômega 3 e vitamina D
- Cereais integrais e leguminosas, com vitaminas do complexo B
Diante de unhas fracas ou queda de cabelo persistente, o ideal é procurar um dermatologista, clínico geral ou nutricionista. Apenas um profissional habilitado pode solicitar os exames adequados, identificar a causa real do problema e indicar o tratamento ou a suplementação individualizada, evitando o uso desnecessário de produtos que não trazem benefício real.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico.








