A osteoartrite é uma doença articular crônica caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste as extremidades dos ossos, levando a dor, rigidez, inchaço e perda de movimento. É a forma mais comum de artrite e atinge sobretudo pessoas acima dos 60 anos, embora possa começar antes em quem tem sobrepeso, sofreu lesões articulares ou tem histórico familiar da doença.
O que é osteoartrite e como ela se desenvolve?
A osteoartrite acontece quando a cartilagem articular, um tecido elástico que amortece o atrito entre os ossos, vai se desgastando ao longo dos anos. Com o avanço do processo, podem surgir alterações no osso subjacente, formação de osteófitos (os chamados “bicos de papagaio”) e inflamação leve da membrana sinovial.
As articulações mais afetadas são joelhos, quadris, mãos e coluna. Os sintomas evoluem lentamente e incluem dor que piora com o uso, rigidez ao acordar, estalos e dificuldade para subir escadas ou agachar, especialmente em casos de dor no joelho.
Quais são os principais fatores de risco?
A osteoartrite tem origem multifatorial e raramente é causada por um único elemento. Reconhecer os fatores de risco ajuda a adotar medidas preventivas, mesmo antes do aparecimento dos sintomas.
Entre os mais estudados, destacam-se:

Controlar o peso, fortalecer a musculatura e evitar movimentos repetitivos de impacto são medidas que ajudam a retardar a progressão da osteoartrite.
Como é feito o diagnóstico da osteoartrite?
O diagnóstico costuma começar com uma avaliação clínica detalhada, em que o médico observa o tipo de dor, o tempo de evolução, a rigidez matinal e as limitações de movimento. O exame físico inclui palpação das articulações, testes de mobilidade e avaliação da força muscular.
Para confirmar o quadro e descartar outras causas, são solicitados exames de imagem como radiografia, que revela redução do espaço articular e osteófitos, e, em casos selecionados, ressonância magnética. Exames de sangue ajudam a diferenciar a osteoartrite de doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide.

O que dizem as pesquisas atuais sobre o avanço da doença?
O envelhecimento da população e o aumento da obesidade têm feito o número de casos de osteoartrite crescer de forma acelerada no mundo todo. Esse cenário foi detalhado em uma análise global publicada em 2023.
De acordo com a análise sistemática Global, regional, and national burden of osteoarthritis, 1990-2020 and projections to 2050, publicada na revista The Lancet Rheumatology, cerca de 595 milhões de pessoas viviam com osteoartrite em 2020, número que deve se aproximar de 1 bilhão até 2050. O estudo identificou o envelhecimento populacional, o crescimento demográfico e a obesidade como os três principais motores desse aumento.
Quais são os tratamentos modernos disponíveis?
Não existe cura para a osteoartrite, mas há muitas opções que ajudam a aliviar a dor, preservar a função e melhorar a qualidade de vida. O tratamento moderno é individualizado e combina diferentes estratégias.
As principais incluem:
- Exercícios orientados, com foco em fortalecimento, equilíbrio e alongamento;
- Controle do peso, que reduz a carga sobre joelhos e quadris;
- Fisioterapia, fundamental para recuperar e manter a mobilidade;
- Analgésicos e anti-inflamatórios, prescritos pelo médico;
- Infiltrações intra-articulares, como corticoides ou ácido hialurônico;
- Cirurgia, indicada em casos graves, com destaque para próteses de joelho e quadril.
A fisioterapia e a prática regular de atividade física continuam sendo os pilares mais bem estabelecidos pelas sociedades de reumatologia. Como o quadro evolui de forma diferente em cada pessoa, é fundamental procurar um reumatologista ou ortopedista para uma avaliação individualizada e definir o tratamento mais adequado.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado.









