A queda de cabelo fora do comum pode ser mais do que um incômodo estético. Quando os fios começam a cair em grande quantidade, afinam rapidamente ou aparecem falhas no couro cabeludo, o corpo pode estar sinalizando estresse intenso, alimentação insuficiente, alterações hormonais ou alguma condição de saúde que merece investigação.
Quando a queda deixa de ser normal
Perder alguns fios todos os dias faz parte do ciclo natural do cabelo. O alerta aparece quando a queda aumenta de repente, deixa muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova, ou quando há redução visível do volume.
Segundo o MedlinePlus, serviço da National Library of Medicine dos NIH, a queda de cabelo pode estar relacionada a estresse, baixa ingestão de proteínas, má nutrição, histórico familiar, doenças como problemas na tireoide, diabetes e lúpus, além de alguns medicamentos.
Estresse e queda de cabelo
Após uma fase de estresse físico ou emocional, muitos fios podem entrar ao mesmo tempo na fase de queda. Esse quadro é chamado de eflúvio telógeno e pode aparecer semanas ou meses depois do gatilho, como cirurgia, febre alta, luto, parto, infecção ou grande pressão emocional.
Em muitos casos, a queda é temporária e melhora quando o fator desencadeante é controlado. Mesmo assim, a avaliação é importante quando a queda persiste, piora ou causa falhas.

O que diz um estudo científico
Uma revisão científica chamada Telogen Effluvium: A Review, publicada no Journal of Clinical and Diagnostic Research, descreve o eflúvio telógeno como uma das causas mais comuns de queda difusa de cabelo, com início frequente alguns meses após um evento desencadeante.
A revisão também destaca que identificar a causa nem sempre é simples. Por isso, o médico pode investigar histórico recente, uso de remédios, doenças, alimentação, menstruação intensa, pós-parto e exames como ferritina, hemograma e função da tireoide.
Alimentação e hormônios envolvidos
O cabelo depende de energia, proteínas, vitaminas e minerais para crescer. Dietas muito restritivas, perda de peso rápida ou deficiência de ferro podem enfraquecer os fios e aumentar a queda.
- Baixa ingestão de proteínas, comum em dietas restritivas.
- Deficiência de ferro, especialmente em pessoas com menstruação intensa.
- Alterações da tireoide, tanto hipo quanto hipertireoidismo.
- Pós-parto, menopausa e síndrome dos ovários policísticos.
- Uso ou troca de alguns medicamentos, incluindo hormônios.

Sinais para procurar ajuda
Observar o padrão da queda ajuda a diferenciar algo passageiro de um sinal que precisa de cuidado. A queda difusa costuma espalhar-se por todo o couro cabeludo, enquanto falhas arredondadas podem sugerir outras causas, como alopecia areata.
- Queda intensa por mais de 6 a 8 semanas.
- Falhas, descamação, dor, coceira ou feridas no couro cabeludo.
- Afinamento progressivo no topo da cabeça ou nas entradas.
- Cansaço, palidez, alteração de peso ou irregularidade menstrual.
- Queda após início de medicamento, parto, infecção ou estresse importante.
Evitar penteados muito apertados, reduzir química agressiva e manter uma alimentação equilibrada pode ajudar, mas o tratamento depende da causa. Entender melhor as causas de queda de cabelo ajuda a reconhecer quando o quadro é temporário e quando deve ser investigado. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou dermatologista.









