A agenesia renal é uma condição congênita em que a pessoa nasce com apenas um rim ou, em casos mais raros e graves, sem nenhum rim. A forma unilateral, mais comum, costuma passar despercebida na infância porque o rim único cresce e assume a função do outro, mas exige acompanhamento médico ao longo da vida para prevenir complicações como hipertensão e doença renal crônica na idade adulta.
O que é a agenesia renal e por que acontece?
A agenesia renal é uma má-formação que ocorre durante o desenvolvimento fetal, quando um ou ambos os rins deixam de se formar adequadamente. Estima-se que a forma unilateral aconteça em cerca de um em cada dois mil nascimentos, enquanto a bilateral é extremamente rara e geralmente incompatível com a vida.
A maioria dos casos está ligada a mutações genéticas ou a fatores ambientais durante a gestação, como diabetes materno descontrolado, uso de medicamentos específicos e consumo de álcool. Em muitos casos, a causa exata não é identificada e a condição é descoberta por acaso em exames de imagem.

Quais são os sintomas da agenesia renal?
Na maioria das pessoas com agenesia renal unilateral, não há sintomas perceptíveis, já que o rim único cresce e compensa a função do que está ausente. O diagnóstico geralmente ocorre por meio de ultrassonografia pré-natal ou de exames realizados por outros motivos ao longo da vida.
Quando o rim único começa a apresentar sobrecarga, alguns sinais podem surgir e merecem atenção:

Como é feito o diagnóstico da condição?
O diagnóstico costuma ser feito ainda durante a gestação por meio do ultrassom morfológico, que avalia a formação dos órgãos do bebê. Após o nascimento, exames de imagem como ultrassonografia, cintilografia renal e ressonância magnética confirmam a presença e o funcionamento do rim único.
Exames de sangue e urina periódicos também são importantes para acompanhar a função renal ao longo da vida. A medida da creatinina e da taxa de filtração glomerular ajuda a avaliar se o rim está conseguindo manter suas funções de filtragem dentro da normalidade, prevenindo a insuficiência renal.
O que um estudo científico recomenda para quem tem rim único?
O manejo adequado da agenesia renal vem sendo amplamente investigado por nefrologistas pediátricos em diferentes países. Segundo o consenso Management of the Congenital Solitary Kidney, publicado na revista Pediatric Nephrology, pessoas com rim único congênito devem realizar acompanhamento clínico regular com avaliação da pressão arterial, função renal e exames de urina ao longo da vida, mesmo na ausência de sintomas.
Os autores destacam que o crescimento compensatório do rim único é esperado e que a adoção de hábitos saudáveis reduz significativamente o risco de evolução para complicações renais, sendo essencial o monitoramento contínuo do exame de creatinina e da pressão arterial.
Quais são os tratamentos e cuidados disponíveis?
Não existe tratamento para fazer o rim ausente se formar, mas o acompanhamento clínico ao longo da vida é fundamental para preservar a função do rim único e prevenir complicações. A maioria das pessoas leva uma vida normal, com algumas adaptações nos hábitos diários.
Confira as principais recomendações para quem vive com rim único:
- Hidratação adequada ao longo do dia
- Alimentação equilibrada, com pouco sal e baixo consumo de ultraprocessados
- Evitar automedicação, especialmente anti-inflamatórios
- Controle da pressão arterial e do peso
- Acompanhamento periódico com nefrologista
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nefrologista qualificado. Para diagnóstico, acompanhamento e tratamento da agenesia renal, busque sempre a orientação de um profissional de saúde.









