Inchaço abdominal persistente, gases em excesso e desconforto após as refeições podem não ser apenas um sinal de má digestão. Esses sintomas estão entre as principais manifestações do SIBO, sigla para supercrescimento bacteriano no intestino delgado, um desequilíbrio da microbiota que ganhou destaque nas redes sociais e tem sido cada vez mais identificado por gastroenterologistas. Entender suas causas e tratamentos é o primeiro passo para acabar com o desconforto.
O que é o SIBO afinal?
O SIBO acontece quando bactérias que normalmente habitam o intestino grosso se multiplicam em excesso no intestino delgado, onde deveriam existir em pequena quantidade. Esse desequilíbrio antecipa a fermentação dos alimentos, gerando gases, água e ácidos graxos.
Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de uma infecção nem de uma doença propriamente dita, mas de uma alteração da microbiota intestinal que pode causar grande desconforto no dia a dia.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sinais costumam aparecer de forma lenta e podem se confundir com outros problemas digestivos, o que atrasa o diagnóstico. Por isso, vale ficar atento quando o desconforto se torna frequente e persistente.
Entre os sintomas mais relatados pelos pacientes estão:

Esses sinais podem se confundir com a disbiose intestinal ou com a síndrome do intestino irritável, exigindo avaliação médica para diagnóstico correto.
Como é feito o diagnóstico do SIBO?
O diagnóstico é feito por meio do teste respiratório do ar expirado, que mede a produção dos gases hidrogênio e metano após a ingestão de uma solução açucarada. O exame é simples, não invasivo e bem tolerado.
O tipo de gás detectado ajuda o gastroenterologista a definir qual medicamento será mais indicado e a personalizar o tratamento conforme os sintomas predominantes em cada paciente.

Como uma meta-análise científica embasa o tratamento?
O tratamento padrão envolve antibióticos não absorvíveis, que agem localmente no intestino sem entrar na corrente sanguínea, reduzindo significativamente os efeitos colaterais. A rifaximina é o medicamento mais estudado para essa finalidade.
Segundo a meta-análise Systematic review with meta-analysis rifaximin is effective and safe for the treatment of small intestine bacterial overgrowth publicada na revista Alimentary Pharmacology and Therapeutics, a rifaximina apresentou taxa de erradicação do SIBO em torno de 70% dos pacientes analisados, reforçando sua eficácia e perfil seguro no tratamento dessa condição.
A dieta FODMAP pode ajudar no controle dos sintomas?
A dieta baixa em FODMAP reduz o consumo de alimentos altamente fermentáveis, diminuindo a produção de gases no intestino. Ela deve ser feita por curto período, em torno de 15 dias, sempre sob orientação de nutricionista.
Após essa fase, os alimentos são reintroduzidos aos poucos para identificar quais provocam mais desconforto. Vale lembrar que a dieta não substitui o tratamento principal, mas funciona como apoio para aliviar sintomas associados ao supercrescimento bacteriano, especialmente em quem sofre com inchaço abdominal frequente.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure orientação médica.









