Unhas que lascam, descamam ou quebram com facilidade costumam ser vistas como um problema puramente cosmético, mas na verdade funcionam como um registro do que acontece dentro do organismo ao longo de semanas. A unha leva meses para crescer por completo, e sua estrutura reflete diretamente a qualidade dos nutrientes que o corpo recebeu durante esse período. Quando as unhas se tornam frágeis de forma persistente, é possível que o organismo esteja com carências de vitaminas e minerais essenciais que merecem atenção.
Por que as unhas revelam o estado nutricional do corpo?
A unha é formada por camadas de uma proteína chamada queratina, e sua produção depende de um fornecimento constante de nutrientes como ferro, zinco, biotina e vitaminas do complexo B. Quando algum desses elementos está em falta, a matriz da unha não consegue produzir camadas firmes e bem estruturadas, resultando em unhas finas, quebradiças e com alterações visíveis.
Como a unha cresce lentamente, cerca de 3 milímetros por mês nas mãos, as alterações que aparecem hoje podem refletir uma deficiência que começou há semanas ou até meses. Isso faz das unhas uma espécie de histórico nutricional do organismo, capaz de indicar problemas antes mesmo de outros sintomas surgirem. Para entender melhor as causas das unhas fracas e o que fazer para fortalecê-las, vale conferir orientações completas sobre o tema.
As deficiências mais associadas a unhas frágeis
Algumas carências nutricionais são especialmente conhecidas por afetar a saúde das unhas. Cada uma delas provoca alterações específicas que podem ajudar a identificar o que está faltando no organismo:

Revisão científica confirma a relação entre fragilidade das unhas e carências nutricionais
A conexão entre unhas quebradiças e deficiências do organismo é respaldada pela literatura médica. Segundo a revisão Pathogenesis, Clinical Signs and Treatment Recommendations in Brittle Nails: A Review, publicada na revista Dermatology and Therapy em 2020, a fragilidade das unhas afeta até 20% da população, sendo mais comum em mulheres acima de 50 anos. A revisão detalha como deficiências de ferro, zinco, biotina e aminoácidos comprometem a produção de queratina e enfraquecem a estrutura das unhas, e aponta que a suplementação orientada pode melhorar significativamente o quadro em casos confirmados de carência nutricional.
Outros fatores que enfraquecem as unhas além da alimentação
Nem toda unha quebradiça indica uma deficiência nutricional. Alguns hábitos e condições externas também contribuem para o enfraquecimento:
- Contato frequente com água e produtos de limpeza: a exposição constante remove a gordura natural da unha e altera sua hidratação, tornando-a mais propensa a descamar.
- Uso excessivo de esmaltes e acetona: a remoção frequente de esmalte com solventes resseca as camadas da unha e enfraquece sua estrutura ao longo do tempo.
- Problemas de tireoide: tanto o excesso quanto a falta de hormônios tireoidianos podem deixar as unhas finas, frágeis e com crescimento lento.
- Desidratação: unhas com teor de água abaixo do ideal perdem flexibilidade e quebram com mais facilidade.

Quando mudanças nas unhas exigem avaliação médica?
É importante ficar atento a alterações que vão além da fragilidade comum. Mudanças abruptas na cor, no formato ou na textura das unhas podem indicar condições que precisam de investigação. Unhas que se tornam muito côncavas, que apresentam linhas horizontais profundas ou que mudam de cor sem motivo aparente merecem uma avaliação dermatológica.
Quando a fragilidade vem acompanhada de cansaço persistente, queda de cabelo ou palidez, a possibilidade de uma deficiência nutricional é ainda maior e exames de sangue simples podem identificar o problema. Consulte sempre um profissional de saúde para uma avaliação adequada ao seu caso, especialmente antes de iniciar qualquer tipo de suplementação por conta própria.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico.









